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Treinar com provas anteriores ajuda a baixar ansiedade no dia do exame

Treinar com provas anteriores ajuda a baixar ansiedade no dia do exame

Atualizado: Quinta-feira, 8 Abril de 2010 as 12

A maratona de estudos para os candidatos aos vestibulares 2011 já começou. Professores de cursinhos ouvidos pelo UOL Vestibular recomendam o treino com as provas aplicadas pelas instituições em outros anos como um recurso a ser explorado pelos vestibulandos. "É fundamental resolver exames anteriores, o aluno acaba pegando o estilo da prova e isso evita principalmente a ansiedade", diz o coordenador do curso Poliedro, Henrique Ferreira Villares.

Nos principais vestibulares de São Paulo, ele explica, as provas "têm um estilo cada vez mais parecido". Segundo o professor Villares, a tendência é que as provas da USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual Paulista) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) se assemelhem. Assim como tende a acontecer com as avaliações da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Ou seja, estar familiarizado com um dos tipos de vestibular pode ajudar no outro.

Para o coordenador de vestibular do Anglo, Alberto Francisco do Nascimento, as provas anteriores proporcionam um "rico treinamento" ao candidato, que terá a oportunidade de colocar em prática toda a teoria estudada. "No geral, é interessante o aluno resolver provas de vários vestibulares e se aprofundar naquele que ele irá prestar para se acostumar com seu modelo", orienta.

Como se fosse de verdade

O ideal na hora de resolver as questões é simular o dia de vestibular. "O estudante deve fazer os exames em um lugar bem iluminado, sentado corretamente, nunca em camas ou sofás. Nada de música e dos confortos que em casa a gente tem, mas no dia da prova não estarão lá", explica Vera Lúcia da Costa Antunes, coordenadora do curso e colégio Objetivo.

Para o coordenador do curso Poliedro, o ambiente de estresse dos dias de provas também deve ser reproduzido. "Se a prova costuma ser realizada no período da tarde, o vestibulando deve reservar o horário das 14h às 19h, ir para um lugar isolado da casa, levar água e lanchinhos, não levar celular e só sair de lá quando acabar o tempo estipulado".

Para Vera Lúcia, é possível aproveitar melhor as provas de física, química e matemática para estudar o conteúdo, pois "os assuntos são sempre os mesmos e as fórmulas não mudam". Esse treinamento seria a melhor maneira de verificar o grau de aprendizagem e identificar as dúvidas que possam surgir no meio do processo.

Segundo a coordenadora, as provas de humanas e biologia servem mais para o candidato ver o modelo das questões, o uso de tabelas e mapas. "Só fazer os exercícios e achar que é o bastante não vale, por que o programa é muito amplo, são matérias que se atualizam todos os anos. O candidato não pode esperar que vá cair uma questão parecida, pois os temas mudam".

Correção e estudos

Mesmo com essa diferença entre as disciplinas, Vera Lúcia orienta que é útil fazer todas as questões, ver a teoria relacionada, anotar e tirar dúvidas. "É importante não desistir de nenhuma pergunta, se não conseguiu resolver tem que continuar tentando", aconselha.

Uma vez terminada a prova, a correção das questões também pede muita seriedade. "O aluno deve pegar o gabarito e as resoluções de cursinhos para comparar com o que ele fez. Se reconheceu uma deficiência deve ir para um estudo mais aprofundado, pegar um livro e procurar por que errou. O retorno de uma prova dessas pode ter um valor maior do que dos próprios estudos", afirma Villares.

Outra dica é não resolver exames muito antigos. Segundo Nascimento, o ideal é pegar as provas aplicadas nos três últimos anos e verificar, também, se não houve mudanças no formato do vestibular. Universidades como USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual Paulista) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) reformularam suas provas recentemente, exigindo do candidato maior atenção. "Caso contrário, ele acaba estudando uma coisa e, quando vê, a instituição está cobrando outra totalmente diferente", alerta Nascimento.

Por: Suellen Smosinski

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