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Trote na Universidade de Brasília deixa calouro ferido

Trote na Universidade de Brasília deixa calouro ferido

Atualizado: Sexta-feira, 22 Outubro de 2010 as 11:38

Um trote realizado pelos alunos do curso de Engenharia de Redes da Universidade de Brasília (UnB) acabou machucando o calouro Carlos Eduardo Leal. Após cair e bater o queixo, o estudante precisou receber sete pontos. Mesmo assim, Carlos Eduardo classificou o episódio como um acidente.

"Não considero que ninguém fez aquilo para me prejudicar, não tenho medo nenhum de voltar às aulas, vou voltar tranquilo. Quando eu fui à aula todo mundo me acolheu bem. Estavam preocupados comigo, não teve nada de mais", completa.

O trote foi aplicado em um corredor da universidade. Cerca de 30 alunos do curso de Engenharia de Redes foram sujos com tintas e andavam agachados quando Carlos Eduardo caiu e machucou o queixo.

O universitário Tito Cidades presenciou tudo o que aconteceu. Ele disse que no momento em que o calouro caiu, o trote parou e que o socorro foi prestado imediatamente. "Foi prestado todo o socorro necessário. Os alunos do 2º semestre do curso o levaram para a enfermaria e o acompanharam durante todo o momento", disse o estudante Tito Cidades

Os estudantes disseram que ninguém é obrigado a participar do trote. Mas, alguns alunos que não quiseram gravar entrevista confirmaram que quem fica de fora tem dificuldade para participar dos eventos do curso, como festas e churrascos.

"O que acontece com quem não participa é que não interage muito com as pessoas do curso, então, acaba se isolando. Mas não é a gente que isola essas pessoas", afirma o universitário Bruno de Souza.

O Decanato de Assuntos Comunitários da UnB quer acabar com este tipo de trote e lançou uma cartilha para convencer os estudantes de que as brincadeiras podem ser humilhantes e ofensivas aos direitos humanos. A decana Raquel Cunha mandou apurar o que aconteceu no curso de Engenharia de Redes e os responsáveis podem ser punidos.

"Eu acho que a mudança de atitude começa com cada um de nós. E é isso que estamos demonstrando para os estudantes. Também vamos ficar mais atentos para inibir qualquer tipo de trote. Isso é muito grave e precisamos mudar urgentemente", afirma a decana Raquel Cunha.

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