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UFSCar procura hospitais em SP e Campinas para aulas de medicina

UFSCar procura hospitais em SP e Campinas para aulas de medicina

Atualizado: Quarta-feira, 12 Maio de 2010 as 3:37

O reitor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Targino de Araújo Filho, afirmou em reunião com estudantes nesta terça-feira (11) que a universidade procura hospitais em São Paulo e Campinas para viabilizar a participação de alunos do 5º ano de medicina em aulas práticas.

O grupo de 33 estudantes está com as aulas práticas suspensas por falta de pagamento da universidade à Santa Casa de São Carlos, onde faziam o chamado “internato médico”. As atividades foram interrompidas na sexta-feira (30), após dois meses sem pagamento da instituição de ensino. O pagamento à Santa Casa deveria ter sido feito pela prefeitura, como parte do acordo da UFSCar com a administração municipal.

Entre os hospitais que recebem visita de docentes da universidade nesta quarta-feira (12) estão o hospital Pirajussara, em São Paulo, e o Ouro Verde, em Campinas. Ambos são ligados à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A tentativa de viabilizar o internato no Hospital São Paulo fracassou, segundo a reitoria, devido ao grande número de estudantes que já fazem residência no hospital.

A principal preocupação dos estudantes com a possibilidade de ter de fazer o internato fora de São Carlos é o fato de terem de mudar de cidade. ''Muitos não têm como se manter fora da cidade. A universidade afirmou que irá negociar essa questão'', disse o estudante do 5º ano de medicina, Guilherme Casale, de 26 anos, que participou de reunião com a reitoria.

O reitor se comprometeu a dar uma resposta aos estudantes até sexta-feira (14), de acordo com Casale.

Outra questão discutida no encontro foi a situação do curso de medicina na UFSCar. Segundo os estudantes, acordos firmados com a Prefeitura de São Carlos são descumpridos. ''Os postos de saúde e centros de especialidade médica são impróprios para o ensino'', disse Casale.

Além disso, o número de docentes do curso é insuficiente. ''Nosso curso precisa de ao menos cem professores e tem só 45 sem previsão de chegar a 50'', afirmou Casale.

De acordo com o estudante, é ruim a relação do Departamento de Medicina da universidade com a rede de saúde de São Carlos, onde os estudantes fazem aulas práticas. ''Os docentes não vão aos hospitais para dar orientação aos médicos'', disse.

Por Fernanda Nogueira

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