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Universidade do Oeste do Pará abrirá 1600 vagas no interior da Amazônia

Universidade do Oeste do Pará abrirá 1600 vagas no interior da Amazônia

Atualizado: Sexta-feira, 6 Novembro de 2009 as 12

A região amazônica já pode contar com uma nova instituição pública de educação superior. Foi sancionado nesta quinta-feira, 5, o projeto de lei que cria a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), com sede em Santarém (PA). Esta é a 12ª nova universidade federal criada em nos últimos sete anos.

"O Brasil está se preocupando cada vez mais com o desenvolvimento sustentável da Amazônia", disse o presidente da República em exercício, José Alencar, que sancionou o projeto de Lei. Voltada para a integração amazônica, a instituição surge a partir de unidades das universidades federais do Pará (UFPA) e Rural da Amazônia (Ufra). Será a primeira universidade pública com sede no interior da Amazônia. Santarém fica a 1.384 quilômetros de Belém.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, destacou a importância da Ufopa, já que a região amazônica tem dimensões continentais. "Esta universidade já nasce com os olhos voltados para o século 21 e talvez até para o século 22, porque tem cursos voltados para a biodiversidade, as águas e os arranjos produtivos locais", ressaltou.

Serão oferecidas 1,6 mil vagas nos cursos de engenharia florestal, sistema de informação e direito e licenciatura em letras, pedagogia, física, matemática e biologia. A partir do próximo ano, serão abertos cursos em áreas do conhecimento relacionadas às vocações regionais.

Os cursos de graduação e pós-graduação oferecidos pela UFPA no campus de Santarém e nos núcleos de Óbidos, Oriximiná e Itaituba e pela Ufra na unidade descentralizada do Tapajós passam a integrar a estrutura da Ufopa. Os alunos matriculados nesses cursos farão parte, automaticamente, da nova universidade.

Cinco unidades multidisciplinares de pesquisa, ensino e extensão estão sendo estruturadas a partir de projeto que articula ciências humanas e sociais com ciências da natureza e tecnologia. Essas unidades serão agregadas aos institutos de biodiversidade e florestas, de ciências e tecnologia das águas, de engenharia e geociências, de ciências da sociedade e de ciências da educação.

Os professores e técnicos administrativos da nova universidade serão selecionados ainda este ano. Devem ser contratados 146 professores e 166 técnicos no próximo ano. Até 2013, o quadro terá 500 professores e 333 técnicos.

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