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Universidades ajudam a promover inclusão digital

Universidades ajudam a promover inclusão digital

Atualizado: Terça-feira, 27 Maio de 2008 as 12

Entre janeiro de 2007 e o mesmo mês de 2008, o número de internautas que acessam a grande rede diretamente de suas casas aumentou em 7,1 milhões. Uma Pesquisa realizada pelo Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) revela que esse número representa aumento de 50% no número de internautas em relação ao ano passado. Navegar na internet é, portanto, uma rotina para milhões de brasileiros. Entretanto, o que para muitos é parte quase natural do cotidiano, para outros ainda é um sonho. Há muitos estudantes que encontram na universidade a primeira oportunidade de navegar regularmente ou até mesmo conhecer a rede mundial de computadores.

O diretor de Tecnologia da Informação da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Paulo Fernando Seixas, defende o uso da internet pelos universitários por ser uma importante fonte de busca do conteúdo estudado. "A internet é uma das maiores fontes de conhecimento para o estudante, tanto para fazer trabalhos, como na busca de bibliografias. O universitário obtém as informações que precisa de sua área mais rapidamente", diz Seixas. Segundo ele, com todas as ferramentas que a internet disponibiliza hoje, um aluno universitário precisa dominar pontos importantes para realizar sua interação com a universidade. "Por isso, oferecemos cursos através do FUMP (Fundação Universitária Mendes Pimentel) para capacitar alunos que não tem familiaridade com a rede. Sem o acesso a Internet os estudantes não podem acompanhar o ensino", afirma Seixas. 

Quem comprova a grande serventia da rede mundial de computadores na vida acadêmica é a estudante de Direito da FDSBC (Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo), Maria Letícia Roma Salgueiro, 19 anos. Ela, que usa a rede desde os 10 anos de idade, concorda com Seixas sobre a necessidade da ferramenta para a rotina na universidade. "Uso a internet para entrar em contato com grupos de estudos, grupo dos trabalhos, para pegar resumos das matérias de prova, tirar dúvidas e pegar notas. Nós também fazemos trabalhos pela internet", conta a estudante.

Seixas explica que o sistema informatizado da UFMG permite que o aluno consulte diversos serviços da universidade. "É possível verificar o acervo da biblioteca, consultar notas e faltas e também entregar trabalhos e receber o material didático de cada matéria através de uma ferramenta on-line", exemplifica ele. Mas o diretor de Tecnologia da Informação da UFMG não defende o uso da internet apenas pela facilidade que ela traz. "A inclusão digital muda a maneira de pensar do aluno. Ele se torna mais aberto a novos conhecimentos e percebe que a rede pode ser um meio de negócios. Os estudantes podem, além de encontrar informações, montar um portfólio on-line", declara ele.

O estudante do primeiro semestre de Informática da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Leonardo Alves Cândido, é um dos muitos exemplos de estudantes que encontraram na universidade sua oportunidade junto à internet. Ele afirma que ao entrar no curso oferecido pela instituição para introduzir o aluno ao uso do computador e da internet foi possível entender todas as oportunidades dadas pela rede. "Além de fazer pesquisas para os trabalhos, posso consultar o sistema da universidade e também acessar sites de entretenimento", diz. Passado algum tempo, o rapaz já demonstra desenvoltura com a rede e não esconde que já tem recorrido a ela. "Já fiz várias buscas para enriquecer o conteúdo aprendido na sala de aula ou para tirar algumas dúvidas que tenham surgido e não pude perguntar ao professor, nem a meus colegas da classe", conta Cândido.

O professor de Física Computacional da UERJ, área responsável pela inclusão digital dos alunos, Ricardo Arruda, explica que a universidade mantém um curso com quatro níveis para a formação da cultura da informática. "O programa é importante para capacitar o jovem no ambiente da informática", afirma. Arruda explica que são disponibilizados laboratórios para a realização das oficinas e oferecidas ferramentas de apoio necessárias para cada uma das disciplinas. "Toda matéria vista em sala pode ser complementada com o uso da internet. É dada a oportunidade para os alunos de aprenderem a fazer buscas de materiais e assim, aprofundem os assuntos estudados", explica ele.

Arruda diz que muitos alunos não eram familiarizados com a informática e tinham medo de utilizá-la antes do curso. "Alguns alunos acreditavam não serem capazes de dominar o assunto. Após o curso, eles apresentam um bom domínio das ferramentas", diz. Não foi o caso específico de Cândido, que afirma ter escolhido o curso de Informática por já ter certa familiaridade com o computador, embora acrescente que na época ainda não conhecia a internet. "Já tinha intimidade com computadores, mas aprendi a usar a internet no curso de inclusão da universidade. Não sabia que podia encontrar tanta coisa on-line, nem da existência de tantas ferramentas para nos auxiliar", admite.

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