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USP corta salário de funcionários grevistas

USP corta salário de funcionários grevistas

Atualizado: Sexta-feira, 28 Maio de 2010 as 9:36

A USP (Universidade de São Paulo) já cortou o ponto de cerca de 900 servidores que aderiram à greve, segundo o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP).

Os trabalhadores que não terão salário são da Coordenadoria do Campus e da Coseas (Coordenadoria de Assistência Social).

Magno de Carvalho, diretor do sindicato, afirma que não houve corte de salário nas faculdades porque os dirigentes dos cursos têm autonomia de decisão.

- O reitor [João Grandino Rodas] se reuniu com os dirigentes [dos cursos] e pediu que eles apontassem os funcionários em greve. Nós pressionamos e eles [diretores] não vão dar listas de nomes.

A assessoria de imprensa da USP confirma o desconto no salário dos grevistas, mas diz que o número é ''bem menor'' do que o anunciado pelo sindicato, até agora.

- Dizer ''cerca de 900'' é exagero, porque isso engloba todos os funcionários [da Coseas e da Coordenadoria do Campus]. Nem todos estão parados. Há uma boa parte ainda trabalhando, espalhados pela universidade.

Deve haver cortes de ponto de todos os funcionários em greve, em todas as universidades da USP, afirma a assessoria de imprensa da instituição.

A USP diz ainda que o número de trabalhadores que terão redução no salário vai ser conhecido apenas na semana que vem. A universidade admite, no entanto, que os diretores do Sintusp podem ter obtido os nomes no último dia 20.

Um novo protesto dos funcionários deve acontecer na próxima terça-feira (1º). Eles pretendem seguir pela entrada principal da USP, rumo à av. Vital Brasil, na região do Butantã (zona oeste de São Paulo).

Multa

A multa contra o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) por fechar prédios da universidade já chega a R$ 74 mil. O cálculo foi feito com base em uma decisão judicial de 4 de maio, que determina que o sindicato pague R$ 1.000 por dia para cada edifício bloqueado.

Três órgãos - a Coordenadoria do Campus, a Coseas e a antiga reitoria - estão com a entrada fechada desde o dia 5 de maio. O prédio central da ECA (Escola de Comunicação e Artes) sofreu piquete entre os dias 6 e 12. Já a sede da atual reitoria está bloqueada desde o dia 25. Somando os valores, a multa ultrapassa os R$ 70 mil.

Carvalho disse que os grevistas ''não vão se intimidar com a reintegração de posse nem com a multa''. Ele informou que uma assembleia de funcionários na tarde desta quinta-feira (27) decidiu continuar com o piquete no prédio da reitoria, mesmo com uma liminar de hoje que exige a saída dos manifestantes.

Por Rafael Sampaio

Foto: Filipe Araújo / Agência Estado

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