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USP discute se 1ª fase da Fuvest terá peso maior

USP discute se 1ª fase da Fuvest terá peso maior

Atualizado: Sexta-feira, 1 Abril de 2011 as 8:49

A reunião do Conselho de Graduação que ocorre desde as 10h desta quinta-feira (31) na Universidade de São Paulo (USP) discute propostas de mudanças para o próximo vestibular da Fuvest. As principais alterações em pauta são a adoção de um novo critério para bonificar estudantes de escola pública, se a nota da primeira fase voltará a ser considerada no resultado final e se será permitido aos melhores alunos não aprovados nas três primeiras chamadas a escolha de outras carreiras.

As alterações foram elaboradas por um grupo de trabalho nomeado pela Pró-Reitoria de Graduação com base em avaliações dos últimos vestibulares e sugestões dos departamentos. O grupo analisa desde 2010 os prós e contras do atual formato do vestibular que seleciona alunos para estudar na USP e Santa Casa. O conselho tem autonomia para aprovar total ou parcialmente as propostas ou mesmo vetar o pacote. A previsão é que a reunião acabe no final da tarde desta quinta-feira e logo após o encontro as novas regras da Fuvest sejam divulgadas. As mudanças devem ser feitas até o final de abril para não atrapalhar o cronograma da Fuvest.

No caso do programa de inclusão de alunos de escola pública, o Inclusp, será discutida a possibilidade de aumentar a bonificação de 12% para 15%, com mudança na forma como o estudante atinge a pontuação. Os 3% de bônus automático deixam de existir e um novo percentual passa a valer de acordo com a participação em uma prova feita durante o ensino médio. A ideia é atrelar o bônus ao mérito, segundo a reitoria.

Uma das propostas é mudar a nota mínima na primeira fase de 22 para 27 pontos - ou 30% das 90 questões de múltipla escolha. A convocação para a segunda fase poderá passar de três alunos para todas as carreiras para dois a três alunos, de acordo com a média geral obtida pelos candidatos da carreira.

Outra proposta é que um aluno com ótimas notas, mas que não tenha sido aprovado em cursos mais disputados, como direito e medicina, escolha carreiras nas quais ainda existam vagas ociosas após a terceira chamada. Hoje, o candidato só consegue escolher outra opção dentro da própria carreira.

Há ainda a possibilidade de diminuir o número de questões da prova do segundo dia da segunda fase de 20 para 16.

Inclusp

Implantado pela primeira vez no vestibular 2007, o Inclusp foi criado para aumentar a participação de estudantes de escolas públicas na universidade. Em 2010, essa parcela foi de 25,4% dos inscritos.

Na época, a USP afirmou que o objetivo era ter 30% dos estudantes aprovados oriundos da escola pública. Nos primeiros dois anos, foi dado bônus de 3% nas provas da primeira e da segunda fase para os vestibulandos que cursaram o ensino médio integralmente em escolas públicas.

Em 2009, foram acrescentadas também possibilidades de bônus de até 6%, de acordo com a nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e de até 3% pelo Programa de Avaliação Seriada (Pasusp).

Com os problemas de atraso da aplicação do Enem, a Fuvest desistiu de usar a nota do exame e ofereceu bônus de acordo com uma média de acertos na própria prova da Fuvest. Com isso, o bônus aos alunos de escola pública pode chegar a até 12%.

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