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Vestibular não chega a preencher metade das vagas nas universidades

Vestibular não chega a preencher metade das vagas nas universidades

Atualizado: Segunda-feira, 9 Fevereiro de 2009 as 12

Mais de um milhão de vagas oferecidas por instituições públicas e privadas de Ensino Superior não foram preenchidas pelos vestibulandos em 2007. No total, das 2.511.002 vagas abertas nos vestibulares daquele ano (2.216.977 pelas privadas e 294.025 pelas públicas), somente 1.349.065 foram ocupadas. Isso significa que 1.161.937 bancos universitários permaneceram vazios depois de aplicados os processos seletivos, o que representa 46,27% das vagas não preenchidas por meio dos vestibulares. Os dados são do Censo da Educação Superior 2007, realizado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) do MEC (Ministério da Educação).

A maioria esmagadora das vagas não preenchidas nos vestibulares de 2007 pertence a Instituições de Ensino Superior privadas, no total são 1.136.427. Já as Instituições de Ensino Superior públicas respondem por 25.510 postos não ocupados. De acordo com a pesquisa, em 2007, 4.800.438 pessoas prestaram vestibular. Com 2.511.002 vagas oferecidas em todo o País, havia índice de 1,91 candidatos para cada vaga oferecida. Ou seja, quase metade dos concorrentes poderia ficar de fora dos bancos acadêmicos. Mas o levantamento apontou que número superior a esse permaneceu fora do Ensino Superior. Se for descontada a quantidade de vagas não ocupadas do total de vagas oferecidas em todo o Brasil, a relação sobe para 3,55 candidatos por vaga.

Em 2007, havia 173.514 vagas a mais do que no ano anterior, o equivalente a um crescimento de 7% do número de vagas oferecidas nos vestibulares brasileiros. No entanto, a quantidade de vagas não preenchidas cresceu 13%, o que nos leva a um crescimento real de apenas 36.350 vagas no sistema. Pouco se considerarmos o crescimento individual de cada campus e o fato de 11 novas instituições terem surgido no período.

A reduzida evolução na quantidade de instituições criadas reflete a desaceleração do crescimento do setor. Entre 1997 e 2007, 1.381 instituições foram criadas, o que representa crescimento de 153,44% no período. De 2006 para 2007, no entanto, o índice foi de apenas 0,48%, significativamente menor do que o constatado no período anterior, entre 2005 e 2006, quando o crescimento, já em desaceleração, foi de 4,85%. O censo revelou que, percentualmente, nos últimos dois anos o setor privado cresceu menos que o público. Entre 2005 e 2006, o setor privado cresceu 4,55%, enquanto o setor público registrou alta de 7,36%. Em 2007, apenas uma instituição pública foi criada, enquanto o setor privado abriu 10 instituições, o que aponta para a criação de mais vagas em instituições que já existiam.

Com relação à quantidade de matrículas - considerando alunos de todos os anos -, a desaceleração também é evidente. O crescimento de 4,36% em relação a 2006 foi o menor dos últimos dez anos. Em todo o período, a alta foi de 81,14%. Enquanto o setor privado cresceu menos do que em anos anteriores - 6,33% em 2006 e 4,96% em 2007 - o setor público experimentou uma leve elevação nos últimos dois anos - 1,18% em 2005, 1,44% em 2006 e 2,62 em 2007.

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