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Atlético-MG bate o Villa Nova-MG de virada

Atlético-MG bate o Villa Nova-MG de virada

Atualizado: Segunda-feira, 21 Março de 2011 as 7:56

por Marco Antônio Astoni

Foi sofrido, mas o Atlético-MG voltou a vencer no Campeonato Mineiro. Na tarde deste domingo, o Galo bateu o Villa Nova-MG por 2 a 1, de virada, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, e evitou o terceiro tropeço seguido no estadual - o time vinha de empate com o Ipatinga (2 a 2) e derrota para o América-MG (2 a 1). Palermo abriu o placar para o Leão do Bonfim, e Ricardo Bueno e Anderson Uchoa (contra), este aos 47 minutos do segundo tempo, fizeram os gols da vitória atleticana.

Com o resultado, o Atlético-MG assumiu a segunda posição na tabela, com 16 pontos, ao lado do América-MG, mas leva vantagem no número de gols marcados (19 contra 16 do Coelho). O Villa Nova-MG manteve-se com 11 pontos, na sexta colocação, a um ponto do Tupi (quinto lugar, mas com um jogo a mais) e do América de Teófilo Otoni, último time do G-4.

O Atlético-MG volta a campo na próxima quarta-feira, às 21h50m (de Brasília), quando recebe o Uberaba, novamente em Sete Lagoas. O Villa Nova enfrentará o Ipatinga, no domingo, às 16h, no estádio Castor Cifuente, em Nova Lima.

Enquanto os jogadores do Galo conquistavam a vitória em campo, o presidente do clube, Alexandre Kalil, estava na Ucrânia, onde onde acertou a contratação do atacante Guilherme, ex-Cruzeiro.

Villa ofensivo, Galo apático

Apesar de jogar fora de casa, o Villa Nova não começou recuado. O Leão do Bonfim também saiu para o jogo, o que tornou a partida aberta e bem disputada. Antes mesmo de o Galo criar a primeira chance efetiva de gol, os visitantes abriram o placar. O goleiro Wagner lançou a bola para o argentino Palermo, que dominou, invadiu a área e bateu na saída de Renan Ribeiro. Foi a quinta vez, em sete jogos no Campeonato Mineiro, que o Atlético-MG saiu atrás no placar.

O gol do Villa não mudou a forma de jogar do Galo, que seguiu lento e desorganizado em campo. As jogadas mais perigosas eram as bolas cruzadas para Ricardo Bueno tentar o cabeceio, mas nenhuma delas assustou o goleiro Vagner. Em contrapartida, o Leão chegava bem ao ataque, em várias oportunidades, principalmente pelo setor direito, aproveitando brechas deixando pelo jovem Eron.

Aos 35, por muito pouco o Villa não ampliou. Allan fez bela jogada e deu excelente passe para Marinho. O veterano atacante, de frente com Renan Ribeiro, chutou em cima do goleiro atleticano. As chances ficaram mais raras até o fim do primeiro tempo. Leonardo Silva ainda tentou de cabeça, e Ricardo Bóvio, de falta, mas o Villa Nova conseguiu levar a vantagem parcial para o intervalo.

No último lance, a torcida alvinegra perdeu de vez a paciência com Ricardo Bueno, após um gol perdido pelo atacante, aos 44 minutos. Além de vaiá-lo, gritou insistentemente o nome de Neto Berola.

Mudanças e jogo equilibrado

O técnico Dorival Júnior atendeu ao pedido da torcida, mas em parte. Mandou Neto Berola para o jogo no segundo tempo, mas o sacado não foi Ricardo Bueno, e sim Wesley. Se o Atlético-MG não voltou do intervalo jogando com brilhantismo, pelo menos demonstrou mais vontade. Neto Berola e Jobson jogavam abertos pelas pontas, enquanto Bueno era o homem de referência na área.

O Villa Nova vivia de contra-ataques, mas a lentidão de Marinho atrasava a maioria das jogadas. O empate do Galo saiu aos 18 minutos. Mancini aproveitou a bobeira da defesa do Villa, roubou a bola e cruzou na medida para Ricardo Bueno cabecear e deixar tudo igual na Arena do Jacaré.

O jogo esquentou e ficou aberto após o empate do Atlético-MG, com os dois times criando várias oportunidades. Tanto o Galo quanto o Leão tiveram gols bem anulados pelo árbitro Renato Cardoso Conceição. Palermo fez o do Villa, e Mancini, o do Atlético-MG.

No fim, Magno Alves, que entrou no lugar de Jobson, fez grande jogada pela esquerda e tocou para a área. No bate-rebate, a bola tocou em Anderson Uchoa, que mandou para o fundo das próprias redes. No último lance, Jackson, que já tinha cartão amarelo, ainda foi expulso.

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