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Em Teahupoo, Slater e Irons vão se enfrentar pela primeira vez desde 2006

Em Teahupoo, Slater e Irons vão se enfrentar pela primeira vez desde 2006

Atualizado: Segunda-feira, 23 Agosto de 2010 as 9:16

Na onda mais perigosa do mundo, os dois maiores campeões do Circuito Mundial. A janela de espera da quinta das dez etapas da temporada começa nesta segunda-feira e, se as condições estiverem boas e nenhum competidor desistir em cima da hora, o americano Kelly Slater, eneacampeão mundial, enfrentará o havaiano Andy Irons, tri. A última vez que eles estiveram em uma mesma bateria foi no dia 14 de dezembro de 2006 , com uma virada épica de Irons na decisão em Pipeline. Ele, por sinal, lidera o retrospecto por 5 a 2 (veja abaixo). Nenhum, porém, foi em Teahupoo, pico taitiano cujo nome, na língua local, significa " crânio quebrado". Motivo? As ondas de lá quebram sobre uma pontiaguda bancada de corais.

O Brasil vai contar seu quarteto completo em Teahupoo: Adriano de Souza, o Mineirinho (quinto), Jadson André (nono), Neco Padaratz (33º) e Marco Polo (44º). A onda que tanto fere os surfistas é, para Slater, sinônimo de boas lembranças. A última de suas três vitórias em Teahupoo teve direito a duas notas 10,00 na final, feito único no Circuito Mundial. Comemorou, ainda na onda, com uma lata de cerveja na boca. Agora, espera usar seu conhecimento sobre as ondas taitianas para tentar voltar à liderança do ranking, posto que perdeu na última etapa, em Jeffreys Bay . O número 1 agora é o sul-africano Jordy Smith. O australiano Taj Burrow aproveitou e empurrou o americano para terceiro.

- Eu ainda não me senti sincronizado aqui este ano. Há um longo ano pela frente - disse Slater, que perdeu na terceira fase em J-Bay para o sul-africano Sean Holmes, que competia como convidado. Andy teve um bom começo na África do Sul. Na estreia, mandou o potiguar Jadson André – campeão do terceiro desafio do ano, em Imbituba (SC) - para a repescagem. Mas o havaiano acabou parando nas oitavas, coincidentemente, diante do carrasco de Slater.

O último confronto entre os dois maiores surfistas em atividade foi um dos marcantes momentos da história do Pipeline Masters. Kelly Slater, dois meses depois de comemorar o octacampeonado mundial, liderava, com sobras - 9,00 e 8,53 -, a final do campeonato, o último desafio da temporada. Quando o cronômetro se aproximou dos dez minutos, porém, um até então inofensivo Andy Irons arrancou um 9,87 e deu o golpe final ao ganhar uma nota 10 Depois daquela vitória, porém, Andy viveu mais baixos que altos. E decidiu abandonar o Circuito Mundial em 2008, durante a etapa francesa. Saiu pelo mundo. Surfe, só por diversão.

Neste ano, de volta, Andy não vê a hora de competir "para valer" em Teahupoo. Em 2009, ele foi convidado pelo patrocinador do campeonato. Agora, a realidade é outra. Ocupa a 19ª colocação do ranking, mas ainda tem chances de brigar pelo caneco.

- Teahupoo é um dos meus campeonatos preferidos. Eu amo a onda, amo a vibração do local. É como estar em casa - disse Irons, que venceu no Taiti em 2002, ano em que conquistou o primeiro de seus três títulos mundiais consecutivos.

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