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Temporal no Rio faz Bernardinho e atletas do Rio dormirem no Maracanãzinho

Temporal no Rio faz Bernardinho e atletas do Rio dormirem no Maracanãzinho

Atualizado: Terça-feira, 6 Abril de 2010 as 12

A forte chuva que desaba no Rio de Janeiro desde o início da noite de segunda-feira deixou a equipe do Rio de Janeiro, inclusive o técnico Bernardinho, presa no Maracanãzinho durante a madrugada desta terça. Quatro jogadoras, entre elas a atacante Carol Gattaz, até conseguiram sair do ginásio no meio da madrugada, mas sofreram nas ruas da cidade. A maioria das atletas e a comissão técnica, porém, dormiram no local, e, segundo o assistente técnico Hélio Griner, na manhã desta terça a quadra do Maracanãzinho está com cerca de um metro de água, sendo que a primeira fila de cadeiras do ginásio está submersa.

Com isso, fica difícil saber quando a segunda partida da série melhor de três da Superliga Feminina contra o São Caetano, que estava marcada para esta terça e foi adiada na noite de segunda, poderá ser realizada. De acordo com Griner, provavelmente o jogo não será mais no Maracanãzinho, pela situação em que se encontra o ginásio. Bernardinho resumiu bem o que se passava dentro do ginásio e na cidade.

- Está caótico. Não sei o que vai acontecer. Ninguém descansou, não sei como vai ser esse segundo jogo - disse Bernardinho.

Água, espumas, pizzas, brincadeiras na madrugada...

Griner contou que a delegação do Rio de Janeiro chegou ao Maracanãzinho às 17h30m de segunda e, depois de assistirem a um vídeo no ginásio, as jogadoras começariam a treinar com bola no ginásio. Foi quando a água começou a invadir a quadra.

Depois de tentarem em vão enxugar o piso, o centro da quadra ficou mais limpo, e por volta de meia-noite, 1h, as jogadoras se deitaram em espumas que ficam no canto da quadra. Pouco antes, um amigo da ponteira Regiane que mora perto do Maracanãzinho conseguiu chegar ao ginásio, levando três pizzas.

Mas logo a chuva apertou novamente e a quadra começou a ser invadida novamente pela água. Com isso, jogadoras e comissão técnica tiveram de subir para a tribuna, onde um funcionário da Suderj abriu uma sala para todos se abrigarem. Foi lá que todos dormiram.

- Nós nos acomodamos em espumas na sala mesmo, mas eu e outras pessoas só conseguimos dormir às 3h30m até as 6h - contou Griner.

Quatro jogadoras saem do ginásio e sofrem nas ruas do Rio de Janeiro

Segundo o assistente-técnico, quando amanheceu, a chuva estava mais fraca e todos tentaram sair em conjunto, mas foram desaconselhados pelo Corpo de Bombeiros do Maracanã e voltaram para dentro do Maracanãzinho. Antes disso, Carol Gattaz, Camila Adão, Luísa e Carolzinha seguiram no carro de Gattaz, que é alto.

"Nunca vi nada igual na vida, estamos paradas faz três horas no mesmo lugar na Tijuca, isso sem falar nas quatro horas que ficamos ilhadas no Maracanãzinho, cansadas, e sem perspectiva de melhoras... Sem hora para chegar em casa, e já são 2h25m da manhã...", relatou Gattaz no site de relacionamentos "Facebook", em meio ao drama que ela e suas companheiras passaram nas ruas do Rio.

Gattaz e suas companheiras só chegaram à casa da atacante no início da manhã desta terça-feira. Assim que chegou ela postou no site de relacionamentos "Facebook" o seguinte recado aos fãs, amigos e parentes:

"Chegando em casa agora, 6h30m da manhã. Tijuca e Maracanã ainda alagados... Só conseguimos sair depois de deixar o carro na Tijuca e pegar o metrô!!! Cansadas, molhadas, só querendo um banho quente e cama... Mas gracas a Deus, chegamos bem!!!"

Enquanto isso, no ginásio, segundo Griner, o amigo de Regiane, que dormiu junto com a equipe no ginásio, ainda se arriscou e foi na padaria comprar 30 pães, queijo, presunto e requeijão.

- Sei que havia outras pessoas piores que a gente, pelo menos estávamos seguros aqui dentro. Durante a noite, as meninas tiveram momentos de brincadeira, dos males o menor - disse o assistente-técnico do Rio.

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