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Acusado de corrupção, ex-presidente de Taiwan pega prisão perpétua

Acusado de corrupção, ex-presidente de Taiwan pega prisão perpétua

Atualizado: Sexta-feira, 11 Setembro de 2009 as 12

O ex-presidente taiwanês Chen Shui-bian, de 58 anos, foi condenado nesta sexta-feira, 11 de setembro, à prisão perpétua por corrupção, em um julgamento que ele considerou um ato de vingança por ter sido um ferrenho defensor da independência de Taiwan da China durante seus dois mandatos presidenciais.

Chen foi condenado por má administração de recursos públicos, lavagem de dinheiro e subornos, em um julgamento no qual também foram condenados sua mulher, a prisão perpétua, e seu filho a dois anos e meio de prisão.

"Chen usava sua experiência e posição para prejudicar o país. Por isto foi condenado a prisão perpétua", afirmou Huang Chun-ming, porta-voz do tribunal de Taipé.

Nem o ex-presidente nem os demais 13 acusados estavam no banco dos réus durante a leitura do veredicto. Chen ainda não anunciou se pretende apelar da decisão.

"É claramente uma perseguição política", declarou à AFP Chiang Chi-ming, porta-voz de Chen.

O ex-presidente da ilha, eleito em 2000 e reeleito em 2004, abandonou cena política sob a pressão dos escândalos de corrupção de sua equipe. Perdeu a imunidade ao deixar a chefia de Estado em maio de 2008 e foi detido de maneira provisória no dia 12 de novembro.

A segurança foi reforçada na área do tribunal, onde centenas de pessoas manifestavam apoio ao ex-presidente.

Chen foi declarado suspeito durante uma grande investigação em 2006 por um suposto desvio de verbas públicas, mas não foi processado em virtude da imunidade.

Na ocasião ele admitiu ter utilizado recibos falsos para obter fundos públicos, mas afirmou que o dinheiro era destinado a missões diplomáticas secretas e não a seu enriquecimento pessoal.

Também reconheceu que a mulher transferiu US$ 20 milhões ao exterior, de recursos procedentes das campanhas presidenciais e sem seu conhecimento.

Um veemente defensor da independência de Taiwan da China, o ex-chefe de Estado acusa o atual governo taiwanês pró-China de organizar uma caça às bruxas e um acerto de contas.

O sucessor de Chen, Ma Ying-jeou, eleito em 2008, é partidário de uma aproximação com a China e já assinou uma série de acordos econômicos com Pequim.

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