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Adolescente de 14 anos é morto em protestos contra o governo no Chile

Adolescente de 14 anos é morto em protestos contra o governo no Chile

Atualizado: Sexta-feira, 26 Agosto de 2011 as 10:17

Um adolescente chileno morreu na manhã desta sexta-feira (26) depois de levar um tiro no peito durante protestos na capital Santiago contra o presidente Sebastián Piñera no dia anterior, disse a polícia.

A mídia local disse que o jovem de 14 anos levou o tiro próximo à barricada da polícia. Manifestantes entraram em confronto com policiais na capital na quinta-feira, no segundo dia de uma greve de dois dias contra o impopular Piñera, que foi marcado por saques esporádicos.

Manifestante foge da polícia durante protestos em Santiago, nesta quinta (Foto: Cristobal Saavedra/Reuters)

  Liderados por estudantes pedindo educação gratuita, centenas de milhares de pessoas foram às ruas nos últimos meses para pedir uma maior distribuição da renda gerada pelo boom no preço do cobre no maior produtor mundial do metal.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT), a maior central sindical do Chile, afirmou que mais de 600 mil pessoas participaram das manifestações de quinta-feira (25) em Santiago e outras cidades do país, em meio à greve geral de 48 horas, e fez um chamado ao governo para que "escute a voz do povo".   "Hoje, tivemos sucesso em nossas convocações recentes, mais adiante seremos igualmente abertos, mas vocês (governo) devem aprender a escutar seu povo, não se fechem", disse à imprensa Arturo Martínez, líder da CUT.

o governo acusou a CUT de se somar aos protestos estudantis, que já duram três meses e pedem educação de qualidade e gratuita, por oportunismo.

"O que fica claro é que o tema é a educação. No protesto (de hoje) vimos os mesmos jovens das manifestações estudantis. A CUT somou-se ao movimento estudantil", assegurou o porta-voz Chadwick.

"Dizem que hoje em dia os trabalhadores estão se pendurando no movimento estudantil. A verdade é que sempre estivemos juntos. As demandas dos estudantes são demandas sociais", respondeu Camila Vallejos, uma das mais visíveis líderes estudantis.            

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