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Afeganistão pede ajuda aos EUA para financiar exército

Afeganistão pede ajuda aos EUA para financiar exército

Atualizado: Terça-feira, 8 Dezembro de 2009 as 12

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, afirmou nesta terça-feira (8) que o país não terá recursos para financiar as próprias forças de segurança nos próximos 15 ou 20 anos.

Em entrevista coletiva em Cabul, capital do país, com o secretário de Defesa americano, Robert Gates, Karzai disse:

''Esperamos que a comunidade internacional e os Estados Unidos, nosso primeiro aliado, ajudem o Afeganistão a financiar esta força de segurança''.

O presidente afegão destacou:

''O Afeganistão desejaria ter a responsabilidade de financiar suas próprias forças, mas isto não será possível nos próximos 15 anos''.

Karzai reiterou o objetivo de assumir o controle da segurança do país em cinco anos, mas disse esperar que o governo assuma a responsabilidade pela segurança em algumas áreas em um prazo de dois anos.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, desembarcou nesta terça-feira em Cabul para conversar com Karzai sobre a decisão do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de enviar 30 mil soldados a mais combater a insurgência taleban.

Esta é a primeira visita oficial ao Afeganistão de um funcionário do governo americano desde o anúncio feito por Obama, há uma semana.

O secretário de Defesa americano mencionou o prazo citado por Karzai, mas manifestou o desejo de um processo mais acelerado.

Gates afirmou:

''Somos conscientes de que é preciso tempo para que o Afeganistão seja capaz de assumir totalmente suas forças de segurança. E, sejam 15 ou 20 anos, esperamos que este processo se acelere''.

Sobre a responsabilidade da Otan no que diz respeito à segurança do país, o secretário ressaltou:

''Os Estados Unidos informaram claramente a seus aliados internacionais que contam com eles para compartilhar esta responsabilidade no Afeganistão''.

Gates afirmou que espera que Washington possa reduzir de forma gradual o número de tropas no Afeganistão a partir de julho de 2011, como anunciou na semana passada o presidente Obama.

Em sua visita ao Afeganistão, o chefe do Pentágono pretende abordar a questão da formação do exército e da polícia afegãs, tema vital da estratégia de Obama, que permitiria às tropas estrangeiras deixar o país.

O ministro britânico da Defesa, Bob Ainsworth, também chegou nesta terça-feira ao Afeganistão para uma visita surpresa, horas depois do anúncio de que o número de soldados britânicos mortos no país em 2009 chegou a cem.

A chegada das autoridades coincide com o início, na sexta-feira passada, de uma importante ofensiva contra o Taleban, executada por 900 militares americanos e britânicos da Otan e por 150 soldados afegãos na província de Helmand, responsável por grande parte da produção de ópio do Afeganistão.

Os novos reforços americanos serão enviados prioritariamente para Helmand e Kandahar, no sul, reduto histórico dos talebans e cenário dos combates mais violentos.

O ano de 2009 já é o mais violento desde o início da ocupação no Afeganistão, em 2001. Os Estados Unidos perderam mais de 300 soldados, enquanto cem militares britânicos foram mortos.

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