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Agência alerta para riscos da Itália, apesar de ajustes fiscais

Agência alerta para riscos da Itália, apesar de ajustes fiscais

Atualizado: Sexta-feira, 1 Julho de 2011 as 2:50

A agência de classificação de risco S&P (Standard and Poor's) afirmou nesta sexta-feira que existem riscos sobre as finanças públicas da Itália, apesar da adoção, na quinta-feira, de um novo plano de ajuste.

"Apesar destas medidas, continuamos acreditando que existem riscos substanciais em relação ao plano governamental de redução da dívida, primeiramente devido às frágeis perspectivas de crescimento da Itália", assinala a agência em um comunicado.

A Itália aprovou na quinta-feira (30) um plano de austeridade que estabelece um corte de 47 bilhões de euros nos gastos públicos.

O objetivo do plano foi mostrar à União Europeia e ao mercado financeiro que o país está comprometido em equilibrar seu orçamento, eliminando o déficit público e evitando que a situação fique como a da Grécia.

Para que os 47 bilhões de euros sejam poupados e o deficit público seja eliminado até 2014, haverá cortes no orçamento dos ministérios e das autoridades locais e nos benefícios fiscais concedidos às empresas e famílias.

O plano também aumenta a idade de aposentadoria das mulheres.

Agências de classificação de risco publicaram recentemente relatórios preocupantes sobre a dívida pública da Itália -- cerca de 120% do seu PIB (Produto Interno Bruto) --, que é uma das mais elevadas da Europa e o baixo crescimento do país.

Os ministros das Finanças da zona do euro anteciparam para este sábado a reunião que seria realizada no domingo para oficializar a liberação da próxima parcela de recursos à Grécia.

A reunião será realizada por vídeoconferência, segundo informou um diplomata europeu. O início da reunião está marcado para às 18h, no horário de Bruxelas.

Com isso, a Grécia deve ter liberado neste fim de semana 12 bilhões de euros, correspondente à quinta parcela do socorro financeiro de 110 bilhões de euros que foram fechados em maio do ano passado.

Em compensação, os ministros europeus ainda não avançaram no acordo sobre um segundo pacote de resgate à Grécia, que poderá somar 120 bilhões de euros, com participação do setor privado.

CONDIÇÕES

A liberação da quinta parcela de socorro e um novo pacote de ajuda ao país dependiam de um novo programa de ajustes fiscais do governo grego. Esse programa, que prevê ajustes de 78 bilhões de euros, foi aprovado em duas sessões do Parlamento, na quarta e quinta-feira.

"Se cumpriram as condições para tomar uma decisão sobre o desembolso da próxima parcela de assistência financeira à Grécia", anunciaram ontem os presidentes da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, e do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, depois da aprovação da lei que coloca em prática os ajustes na Grécia.

O desembolso dos 12 bilhões de euros evitará que a Grécia dê um calote imediato na sua dívida, que soma cerca de 340 bilhões de euros. Com esses recursos, o país terá como honrar seus compromissos pelo menos até setembro.

Na reunião, os ministros de Finanças da zona do euro decidirão sobre a liberação da parte que cabe à União Europeia na parcela a ser liberada para a Grécia, de 8,7 bilhões de euros. O restante, 3,3 bilhões de euros, cabe ao FMI (Fundo Monetário Internacional). O Fundo irá oficializar a liberação de sua parte em reunião marcada para 8 de julho.

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