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Al Qaeda planejava atacar trens nos EUA no aniversário do 11/9

Al Qaeda planejava atacar trens nos EUA no aniversário do 11/9

Atualizado: Sexta-feira, 6 Maio de 2011 as 8:39

A rede terrorista Al Qaeda planejava realizar ataques contra trens nos Estados Unidos por ocasião do 10º aniversário dos atentados do 11 de Setembro, informou nesta quinta-feira o departamento americano de Segurança Interna, quatro dias após a morte de Osama Bin Laden, líder da rede.

"O departamento de Segurança Interna divulgou um boletim nesta quinta-feira para as agências federais" e as polícias dos Estados e Condados "advertindo sobre possíveis planos da Al Qaeda (...) para atacar o setor ferroviário americano", disse o porta-voz Matt Chandler.

"Em fevereiro de 2010, a Al Qaeda planejava operações terroristas contra trens em regiões não especificadas dos Estados Unidos por ocasião do 10º aniversário do 11 de setembro de 2001", afirmou Chandler.

Segundo o porta-voz, a informação procede do material capturado na operação de domingo passado, no Paquistão, que levou à morte de Bin Laden.

"Já havia um certo nível de planejamento, mas não havia informação sobre possíveis locais ou alvos específicos", destaca o boletim. A Al Qaeda "tentaria tombar um trem através de sabotagem dos trilhos, fazendo-o despencar de uma ponte ou cair num vale".

O departamento de Segurança Interna explicou que a Al Qaeda já havia, inclusive, apurado informações sobre os novos sistemas de trens de carga nos Estados Unidos, nos quais as novas tecnologias tornam mais difícil fazê-los sair do trilho.

A Administração de Segurança do Tranporte (TSA, na sigla em inglês) irá fazer um alerta formal às companhias ferroviárias em breve.

Autoridades já se preocupam há algum tempo com um ataque contra o sistema ferroviário dos EUA. Em 2008, foi feito um alerta para o risco de um ataque da Al Qaeda contra o sistema de transportes de Nova York durante o feriado de Ação de Graças.

No ano passado, um imigrante afegão declarou-se culpado de planejar uma ação suicida contra o metrô de Manhattan, em um atentado que autoridades americanas descreveram como a "mais séria ameaça" desde os ataques de 11 de Setembro.

VISITA DE OBAMA

Em visita nesta quinta-feira à unidade 54 dos bombeiros de Nova York, que atuou de forma crucial durante o 11 de setembro, o presidente dos EUA Barack Obama agradeceu pelo sacrifício e disse que a morte de Bin Laden manda uma mensagem clara ao mundo, de que o país "não esqueceu" o pior atentado de sua história.

Quinze bombeiros desta unidade morreram durante os trabalhos de resgate das Torres Gêmeas no atentado de 11 de Setembro de 2001.

"Espero que a morte de Bin Laden traga algum consolo a vocês", disse o presidente aos bombeiros.

Ele disse que a operação ocorrida no domingo serviu para mandar uma mensagem a todo o mundo. "Quando dissemos que não iríamos esquecer, não esquecemos. Nosso compromisso era com a Justiça. Dissemos que iríamos trazê-lo à Justiça, e foi o que fizemos", disse.

A visita fez parte de um dia de homenagens do presidente às vítimas dos atentados de 2001, que incluiu ainda uma parada no Marco Zero, no sul de Manhattan. O presidente depositou uma coroa de flores no local devastado pelos ataques de 11 de setembro de 2001.

POPULARIDADE DE OBAMA

O índice de popularidade do presidente americano Barack Obama subiu a 52% após a morte de Osama bin Laden, indicou nesta quinta-feira uma pesquisa realizada pelo instituto Gallup.

De acordo com o levantamento nos três dias anteriores à operação, realizada no último domingo (1º), a taxa de aprovação de Obama ficou na média de 46%.

Durante os três dias após a morte do chefe da rede terrorista Al Qaeda, no entanto, a aprovação do presidente subiu seis pontos percentuais, mantendo-se na média de 52%.

O Gallup diz que grandes eventos internacionais costumam aumentar a popularidade dos presidentes.

Uma pesquisa feita pela instituição registrou o aumento de popularidade de presidentes americanos logo após 48 crises domésticas ou internacionais desde 1950. A média de aumento é de 7%.

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