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Americano acusado de matar mulher culpa excesso de cafeína pelo crime

Americano acusado de matar mulher culpa excesso de cafeína pelo crime

Atualizado: Segunda-feira, 20 Setembro de 2010 as 3:37

Um norte-americano acusado de matar sua mulher por estrangulamento está argumentando, diante da Justiça, que cometeu o crime por causa do excesso de cafeína ingerida em refrigerantes, drinks energéticos e pílulas para emagrecer.

A estratégia de defesa de Woody Will Smith é dizer que a cafeína exagerada o deixou tão mentalmente instável que ele não teve nem consciência de que a tinha matado, segundo relatório feito por seu advogado para o tribunal.

Smith, de 33 anos, começou a ser julgado nesta segunda pelo assassinato de Amanda Hornsby-Smith, de 28 anos, ocorrido em maio de 2009 em Dayton, no estado americano do Kentucky.

Shannon Sexton, advogado de defesa, disse que iria argumentar diante do tribunal de Newport que seu cliente ingeriu cafeína demais nos dias anteriores ao crime.

A estratégia de culpar a intoxicação por cafeína é rara, mas já deu certo pelo menos uma vez nos EUA: em 2009, um homem escapou da acusação de ter ferido duas pessoas ao dirigir perigosamente um carro no estado de Washington.

Há relatos científicos da "intoxicação por cafeína", que inclui sintomas como nervosismo, excitação, insônia e distúrbios da fala.

Mas a acusação afirma que não há provas do consumo de cafeína antes do crime.

Smith usou um fio de extensão para estrangular Amanda, em 4 de maio de 2009, e depois usou a mesma corda para amarrar os pés dela. Com outra corda, ele amarrou suas mãos, de acordo com o relato da polícia.

Se condenado, ele pode pegar prisão perpétua.

Smith disse a um advogado contratado pela defesa que lembra de poucas coisas nas horas que antecederam o crime.

Ele disse que, nas semanas anteriores, teve problemas de insônia, em parte por medo de que sua mulher fugisse dele e levasse os dois filhos do casal.

No dia do crime, Smith teria ido buscar separadamente as crianças na escola. Depois, foi à casa de sua mãe e do padrasto.

Ele disse ter ficado "fora de controle", incapaz até de se comunicar. Depois, teria confessado ao padrasto que "achava que sua mulher estava morta".

Durante o período anterior ao crime, ele teria bebido cinco ou seis refrigerantes ou bebidas energéticas por dia, além de pílulas dietéticas, num total diário de mais de 400 miligramas de cafeína. Segundo a Assoação Americana de Psiquiatria, 300 mg são suficientes para caracterizar a overdose.

O psiquiatra contratado pela defesa afirmou que Smith pode ter tido uma "breve psicose" provocada pela privação de sono causada pela ingestão excessiva de cocaína nas semanas anteriores ao crime.

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