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ANP rejeita proposta de primeiro-ministro de Israel sobre assentamentos judaicos na Cisjordânia

ANP rejeita proposta de primeiro-ministro de Israel sobre assentamentos judaicos na Cisjordânia

Atualizado: Quinta-feira, 26 Novembro de 2009 as 12

A Autoridade Nacional Palestina (ANP) e o movimento Fatah, ambos liderados por Mahmoud Abbas, rejeitaram nesta quinta-feira (26) a moratória israelense de dez meses na construção de colônias judaicas na Cisjordânia ocupada.

O chefe de negociação palestino, Saeb Erekat, afirmou que a ANP pediu aos Estados Unidos e à comunidade internacional que pressionem Israel para que pare completamente a construção nos assentamentos da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental. Ele afirmou:

''Não acho que esse tipo de decisão ajude a retomar o processo de paz''.

Erekat também disse que espera que ''os EUA e o mundo não se deixem enganar pela propaganda'' do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu.

Netanyahu anunciou ontem a interrupção por dez meses da construção de casas e da aprovação de novas licitações nas colônias judaicas da Cisjordânia.

A medida, aprovada pelo governo em reunião especial, não inclui Jerusalém Oriental - onde os palestinos querem estabelecer a capital de seu futuro Estado -, nem a edificação já aprovada de 3.000 casas públicas nos assentamentos.

O primeiro-ministro israelense apresentou a iniciativa como uma tentativa de retomar o processo de paz com os palestinos, interrompido no começo do ano.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, se mostrou ontem esperançosa em que esta medida ''ajude no processo de paz''.

Mas Erekat ressaltou que Israel continuará construindo 3.000 unidades de habitação e que, além disso, se nega a retomar as negociações sobre o estatuto definitivo de paz. Por isso, pediu que a comunidade internacional ''concentre seus esforços e tempo em conseguir que Israel pare completamente os assentamentos, a fim de retomar as negociações de paz em breve''.

O Comitê Central do Fatah rejeitou também, em comunicado à imprensa, a iniciativa de Netanyahu. ''Não há nada de novo na oferta israelense, que mostra mais uma vez que seu governo continua insistindo em escapar do diálogo e desperdiçar todas as oportunidades de alcançar a paz''.

''Os assentamentos devem parar completamente e não só na Cisjordânia ou parcialmente'', também divulgou o Comitê Central do Fatah. Israel começou a construir assentamentos judaicos na Cisjordânia após ocupar esse território na Guerra dos Seis Dias (1967).

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