MENU

Apesar de ameaça do governo, vigília contra Mubarak continua no Egito

Apesar de ameaça do governo, vigília contra Mubarak continua no Egito

Atualizado: Quinta-feira, 10 Fevereiro de 2011 as 9:16

Os manifestantes que pedem a renúncia do presidente do Egito, Hosni Mubarak, mantinham a mobilização nesta quinta-feira (10) na Praça Tahrir, no Cairo, apesar das insinuações da véspera, de que o regime poderia recorrer ao Exército para combater o "caos" no país.

Na véspera, centenas de pessoas cercaram o Parlamento e a sede do governo, que ficam frente à frente. Eles passaram a noite no local, pressionando pela saída imediata do presidente.

"Nós temos que preservar a Constituição, mesmo que esta seja alterada", disse na véspera o ministro de Relações Exteriores do país, Ahmed Abdul Gheit à emissora Al-Arabiya, de acordo com a agência Mena.     "Ele afirmou que caso o caos ocorra, as forças armadas intervirão para controlar o país, um passo, segundo ele, que poderá levar a uma situação muito perigosa", informou a agência, citando o entrevistado.

Em outra entrevista, à PBS, TV pública americana, Gheit criticou a posição dos EUA na crise, em uma referência às declarações feitas na véspera pelo vice-presidente dos EUA, Joe Biden, que pediu o fim imediato da lei de emergência, em vigor no Egito desde 1981.

Ele disse que a chancelaria egípcia ficou "furiosa" com a posição inicial dos EUA na crise, mas que depois os americanos perceberam a situação e viram que o governo Mubarak precisa de tempo para estabilizar o país antes de levantar a lei de emergência.   O governo dos EUA, que pressionam pela transição, pediu ao governo egípcio que faça mais para satisfazer as demandas dos manifestantes. Ao mesmo tempo, o presidente Barack Obama conversou por telefone com o rei da Arábia Saudita sobre a crise.      

veja também