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Após 30 anos, reforma da Times Square será concluída

Após 30 anos, reforma da Times Square será concluída

Atualizado: Sexta-feira, 10 Dezembro de 2010 as 11:07

No próximo mês, o número 11 da Times Square, um novo prédio de escritórios de 40 andares, será inaugurado formalmente com o seu primeiro inquilino. Comparado com a metamorfose que ocorreu em torno dele, não há nada de extraordinário sobre o edifício, exceto o fato de que sua conclusão assinala oficialmente o fim da longa e tortuosa reforma da Times Square, um processo que começou há 30 anos.

O plano, de reformar radicalmente mais de 13 hectares entre a Broadway e a Oitava Avenida, principalmente diante da rua 42, sobreviveu a três prefeitos, quatro governadores, duas expansões imobiliárias e duas recessões. Ele enfrentou zombaria generalizada no início, de nova-iorquinos desconfiados de grandes planos. Ele enfrenta escárnio ocasional de nova-iorquinos que falam da antiga Times Square com um carinho recém-descoberto.   O projeto incorporou tanto o orgulho do planejamento de desenvolvimento urbano quanto suas possibilidades e mostrou o valor de abandonar os planos e começar de novo no meio do caminho. E tem sido uma experiência primordial para uma cidade que está construindo, ou tentando construir, vários projetos de bilhões de dólares, incluindo o Marco Zero.

"Muitas vezes, as pessoas dizem que Nova York já não pode construir projetos de grande escala ", disse Lynne B. Sagalynn, professora de finanças imobiliárias da Universidade de Columbia e autora de Times Square Roulette: Remaking the Ciy Icon" (Roleta da Times Square: A Reconstrução de um ícone, em tradução livre). “Mas a Times Square é um exemplo de como a cidade foi capaz de pensar em grande escala e concretizar”, disse Lynne. ''Pode demorar uma década ou duas para a visão completa se tornar realidade. Mas aqui isso aconteceu”.

O sucesso é evidente. A criminalidade caiu significativamente desde os dias em que cafetões, prostitutas, drogados e traficantes dominavam a área. O número de turistas aumentou 74% desde 1993, chegando a um total estimado de 36,5 milhões no ano passado, e a participação em shows da Broadway subiu para quase 12 milhões.

Empresas

Morgan Stanley, Allianz Global Investors, Viacom e Conde Nast agora têm suas sedes corporativas ali. As lojas pagam aluguéis de até US$ 1,4 mil por metro quadrado, perdendo em preço apenas para aqueles em trechos das chiques Quinta Avenida e Avenida Madison.

E enquanto muitos outdoors na Times Square estavam em branco em 1979, hoje a área é um caleidoscópio de imagens em movimento, retratando as instituições financeiras, montadoras e empresas da moda, com os melhores pontos na fachada do número 1 da Times Square valendo até US$ 4 milhões por ano.

''A ironia é que este lugar representa em muitos aspectos o epítome do capitalismo de livre mercado", disse Tim Tompkins, presidente da Times Square Alliance. "Mas a sua transformação se deve mais à intervenção do governo do que qualquer outro empreendimento no país”.

A Times Square, é claro, tem certas qualidades únicas que nenhum dos projetos atuais da cidade tem: a praça fica no meio de Manhattan, tem uma história rica e secular e é reconhecida internacionalmente como a principal encruzilhada do mundo.    

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