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Após ameaças ao Brasil, presidente interino de Honduras modera o tom

Após ameaças ao Brasil, presidente interino de Honduras modera o tom

Atualizado: Quinta-feira, 1 Outubro de 2009 as 12

O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, suavizou nesta quarta-feira (30) sua ameaça contra o Brasil e disse que não tomará ''medidas adicionais'' contra a Embaixada brasileira em Tegucigalpa, onde está refugiado o presidente deposto Manuel Zelaya, desde 21 de setembro.

O Ministério do Exterior do governo de facto deu um prazo de dez dias no último sábado para que o Brasil decida se concede asilo a Zelaya ou o entrega à Justiça, irritando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mas, em uma entrevista à Reuters, Micheletti disse na quarta-feira que não foi consultado previamente sobre a ameaça de tomar ''medidas adicionais'' quando o prazo for cumprido.

''Nenhuma medida adicional'', disse Micheletti em uma sala do palácio presidencial que ocupa desde o golpe militar de 28 de junho, e que transformou em estúdio de televisão para atender a avalanche de jornalistas que chegam do mundo todo para cobrir a pior crise em décadas na América Central.

''Não vamos fazer neste país nada que possa romper os tratados internacionais que temos'', acrescentou, enquanto um soldado uniformizado e carregando um fuzil AR-15 observava desde o canto da sala.

O Brasil disse que não aceitava o ultimato de um ''governo golpista'' e exigiu que se respeite a imunidade da embaixada.

''Eles podem ficar ali o tempo que quiserem. A única coisa que precisamos é a garantia por parte do Brasil de que não lhe permitam fazer uma campanha política em sua própria sede'', afirmou Micheletti.

Nesta quinta-feira Zelaya completa 10 dias na embaixada, onde chegou depois de retornar clandestinamente ao país.

Micheletti afirmou que mantém um canal de comunicação aberto com Zelaya através de um amigo em comum que visitou o presidente deposto na semana passada.

O presidente  interino aposta que a comunidade internacional aceitará o resultado das eleições presidenciais convocadas para 29 de novembro e isso permitirá virar a página da pior crise na América Central em décadas.

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