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Após confrontos, multidão pede a renúncia do presidente da Tunísia

Após confrontos, multidão pede a renúncia do presidente da Tunísia

Atualizado: Sexta-feira, 14 Janeiro de 2011 as 9:58

Milhares de pessoas saíram às ruas da capital da Tunísia, Túnis, e outras cidades do país nesta sexta-feira (14) para pedir a saída do presidente Zine El Abidine Ben Ali, apesar do discurso que ele fez na véspera na tentativa de diminuir a tensão em seu país.

O presidente enfrenta a pior onda de protestos em seus 23 anos de governo e disse que não vai concorrer novamente ao cargo quando seu mandato terminar, em 2014.

Ele também determinou que as forças de segurança parem de usar armas de fogo contra manifestantes, e prometeu que os preços do açúcar, do leite e do pão serão reduzidos.

Os distúrbios continuavam se espalhando pelo país norte-africano, chegando inclusive ao centro da capital.

Dois jovens morreram baleados em confrontos com a polícia em Sliman, cerca de 40 quilômetros ao sul de Túnis, disseram testemunhas à Reuters. No centro de Túnis, pelo menos cinco pessoas ficaram feridas a tiros.

Os manifestantes dizem protestar conta o desemprego, a corrupção e a repressão governamental. Autoridades afirmam que uma minoria violenta se apossou das manifestações para tentar prejudicar o país.

Num emocionado discurso na tarde de quinta-feira, feito em um dialeto local, e não em árabe clássico, Ben Ali anunciou medidas para tentar controlar a situação.

"Entendo os tunisianos, entendo a suas reivindicações. Fico triste com o que está acontecendo agora, após 50 anos de serviço ao país, de serviço militar, de todos os diferentes cargos, de 23 anos da Presidência."

Ele disse que não pretende ser presidente vitalício e que não irá alterar a Constituição, que proíbe maiores de 75 anos de disputarem a Presidência.

Ben Ali está com 74 anos, e havia ampla expectativa de que promoveria uma reforma para poder concorrer a um novo mandato. Outra promessa de Ben Ali foi a de permitir a liberdade de imprensa.

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