MENU

Aprovação a Berlusconi cai nove pontos e fica em 41%, mostra pesquisa

Aprovação a Berlusconi cai nove pontos e fica em 41%, mostra pesquisa

Atualizado: Quinta-feira, 8 Julho de 2010 as 9:30

Brigas dentro da coalizão, medidas dolorosas de austeridade fiscal e acusações de corrupção levaram as taxas de aprovação do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, a despencarem, mostrou uma pesquisa nesta quinta-feira.

O levantamento publicado no jornal "Corriere della Sera" mostra que Berlusconi tem 41% de aprovação entre os italianos, nove pontos a menos dos 50% registrados há cerca de seis semanas.

A pesquisa, feita pelo grupo de pesquisas ISPO, mostrou que 57% dos entrevistados tem uma opinião negativa sobre a capacidade de Berlusconi governar --um aumento de nove pontos percentuais em relação ao resultado da última semana de maio.

A popularidade de Berlusconi, que parecia não sofrer com os escândalos anteriores de festas com prostitutas de luxo e leis para escapar de julgamentos, sofre agora até mesmo entre simpatizantes tradicionais da centro-direita. Nesta categoria, ele perdeu sete pontos percentuais de apoio em seis semanas.

Nas últimas semanas, Berlusconi tem enfrentado problemas em várias frentes o que o tornou mais vulnerável do que em qualquer outro momento desde que tomou posse em 2008.

O governo decidiu convocar votos de confiança em ambas as casas do Parlamento para impulsionar um orçamento focado na austeridade de 25 bilhões de euros que, segundo críticos, prejudica os trabalhadores e poupa os ricos.

Com cortes drásticos nos recursos de prefeituras e regiões, as medidas de austeridade também dividiram a centro-direita. Parlamentares da coalizão de Berlusconi propuseram 1.250 emendas ao pacote para torná-lo mais palatável a eleitores locais, mas o governo tem se recusado, na maioria dos casos, a fazer mudanças.

AMIGOS E RIVAIS

O levantamento apontou ainda que a queda na popularidade do primeiro-ministro se deve em parte aos efeitos da saga de Aldo Brancher, amigo de Berlusconi recém nomeado por ele como o inédito "ministro do federalismo".

Brancher enfrenta acusações de desfalques financeiros. Seu primeiro ato dele foi usar a Lei do Legítimo Impedimento para não ir a seu julgamento por lavagem de dinheiro e apropriação indevida, o que gerou suspeitas sobre as razões que levaram à sua nomeação.

A lei foi aprovada pelo Senado italiano em março deste ano e permite ao primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, e ministros do governo faltar em audiências de processos em que estejam sendo julgados para cumprir a agenda de compromissos institucionais.

Brancher renunciou na segunda-feira, 16 dias após assumir.

veja também