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Assessor de Lula diz que guerrilha paraguaia é "piada"

Assessor de Lula diz que guerrilha paraguaia é "piada"

Atualizado: Quarta-feira, 5 Maio de 2010 as 5:50

Marco Aurélio Garcia, assessor direto de Lula, classificou o EPP como uma piada; guerrilha levou o presidente Fernando Lugo a pedir que o Congresso decretasse estado de exceção em cinco Departamentos

O assessor da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, disse nesta quarta-feira (5) em São Paulo que o Exército do Povo Paraguaio (EPP), que levou o país a decretar estado de exceção na semana passada, é uma "piada".

Ele afirmou ainda que o problema do narcotráfico na fronteira entre Brasil e Paraguai é um caso para as polícias dos dois países resolverem, sem o envolvimento das Forças Armadas.

Na semana passada, o Congresso paraguaio declarou estado de exceção em 5 Departamentos (Estados) a pedido do presidente Fernando Lugo, que justificou a medida alegando o combate às ações do EPP. O grupo, uma guerrilha armada de esquerda, é acusado de promover sequestros e assassinatos na região de fronteira com o Brasil e a Bolívia.

Garcia fez a observação sobre o grupo ao ser questionado por jornalistas sobre os problemas na fronteira entre o Brasil e o Paraguai.

''A criminalidade não vai ser resolvida de um só tiro. Isso é um problema que exige sobretudo um trabalho de inteligência. E a atividade de inteligencia que nós realizamos, que o Paraguai realiza, mostra concretamente o seguinte: uma coisa é a criminalidade, outra coisa são acusações supostamente políticas. Esse Exército do Povo Paraguaio, isso aí é uma piada. São 20 pessoas, não têm nenhuma significação, e é um problema interno do Paraguai. É um problema para o Paraguai resolver''.

A violência na fronteira foi o tema principal do encontro da última segunda-feira entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Lugo, na cidade brasileira de Ponta Porã (MS), divisa com a Pedro Juan Caballero.

Essa cidade paraguaia foi o palco de um atentando a tiros no último dia 26 de abril contra o senador Roberto Acevedo. O parlamentar foi baleado e sobreviveu, mas dois seguranças seu morreram na ação.

Acevedo disse que o atentado foi promovido por membros de uma facção que atua nos presídios do Brasil. E a polícia paraguaia chegou a prender quatro brasileiros por suposta ligação com os assassinatos.

Garcia, que participava de um seminário na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), disse que os dois países estão reforçando a sua atuação na fronteira.

''O Brasil tem reforçado, tem havido uma atuação muito intensa da Polícia Federal, inclusive em cooperação com a polícia paraguaia''.

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