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Ataque rebelde a base da inteligência da Síria mata 8, diz oposição

Ataque rebelde a base da inteligência da Síria mata 8, diz oposição

Atualizado: Sexta-feira, 2 Dezembro de 2011 as 9:44

Desertores do Exército da Síria mataram oito pessoas em um ataque contra um prédio do setor de inteligência no norte do país, disse um grupo da oposição nesta sexta-feira (2).

O ataque ocorreu na quinta-feira na província de Idlib, entre as cidades de Jisr al-Shughour e Latakia, na costa do Mediterrâneo. "Um grupo de desertores do Exército... atacou o centro de Inteligência da Força Aérea", disse o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que tem sede na Grã-Bretanha.

"Um confronto ocorreu em seguida durante três horas e provocou a morte de ao menos oito membros da Inteligência da Força Aérea".

O Observatório e outros ativistas também disseram que ao menos 20 civis foram mortos por forças de segurança sírias em todo o país na quinta-feira, a maioria, nas províncias de Hama e Homs.

O número de civis mortos desde o início dos protestos contra o presidente Bashar al Assad passa de 4.000, segundo a ONU.

Pressão

Enquanto a repressão não para, a comunidade internacional segue pressionando o regime de Assad.

A União Europeia impôs sanções nesta sexta contra três empresas petrolíferas da Síria, entre elas a estatal Syria Trading Oil (Sytrol) e a General Petroleum Corporation.

Uma joint venture da GPC, a Al Furat Petroleum Company, também estava na lista do diário oficial da UE, que oficializou a decisão dos ministros de Relações Exteriores do bloco nesta quinta-feira.

Na lista de sanções também estão empresas de mídia e companhias que, segundo o bloco europeu, fornecem equipamentos de natureza duvidosa ao centro de pesquisa que apoia a repressão contra a dissidência.

A Royal Dutch Shell informou que vai interromper suas atividades na Síria em cumprimento a uma nova rodada de sanções europeias impostas ao país.

França

A França está adotando medidas para proteger opositores do governo sírio em seu território depois que o principal grupo, o Conselho Nacional Sírio - cujo líder, Burhan Ghalioun, está em Paris -, recebeu ameaças, disse o ministro francês do Interior, Claude Guéant, nesta sexta.

A França havia dito anteriormente que não vai tolerar que a Síria intimide ativistas da oposição em solo francês e iria aumentar a presença policial em futuras manifestações, depois que houve confrontos entre grupos pró e contra o presidente Assad durante o verão.

Diplomatas sírios em capitais estrangeiras estão promovendo campanhas de intimidação contra dissidentes exilados que protestam diante de embaixadas da Síria, segundo a Anistia Internacional.

Crianças que fugiram da violência na Síria descansam em centro de caridade na cidade jordaniana de Mafriq nesta quinta-feira (1º) (Foto: Reuters)        

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