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Ataques coordenados não afetam eleições no Afeganistão, diz governo

Ataques coordenados não afetam eleições no Afeganistão, diz governo

Atualizado: Quinta-feira, 20 Agosto de 2009 as 12

Ataques com disparos de foguetes e explosões de bombas de baixa potência em cidades de sete províncias e a morte de dois insurgentes na capital Cabul foram até agora as ocorrências registradas após as primeiras horas de eleições presidenciais no Afeganistão, que se realizam nesta quinta-feira, 20 de agosto, segundo balanço do governo.

De acordo com as autoridades, não há registro de que os ataques, aparentemente coordenados, tenham afetado o andamento das eleições.

Segundo porta-voz Aleem Siddique, da missão da Organização das Nações Unidas no Afeganistão (ONU), a maioria dos colégios eleitorais afegãos abriu suas portas para o pleito presidencial, apesar da ameaça de boicote e da violência talibã.

Ataques foram registrados em cidades das províncias de Kandahar, Ghazni e Helmand, regiões localizadas ao sul do país, de Nangarhar e Kunar, leste; de Dakhar, centro; e Kunduz, norte.

Em Kunar, cinco pessoas ficaram feridas após pequenas explosões. De acordo com as autoridades, duas bombas foram desativadas em Ghazni e Jost (sudeste).

Dois mortos

Em Cabul, as forças de Segurança informaram que dois insurgentes foram mortos perto de uma delegacia, um foi preso, mas vários fugiram durante um tiroteio.

O objetivo dos rebeldes com os ataques coordenados foi assustar os eleitores e favorecer uma forte abstenção, que diminuiria a legitimidade das eleições.

Quase 300.000 homens das Forças de Segurança - 200.000 policiais e soldados afegãos e 100.000 soldados estrangeiros - ainda estão nas ruas.

No total, quase 17 milhões de afegãos foram convocados para escolher entre 41 candidatos à presidência e 3.196 candidatos a 420 cadeiras nos conselhos provinciais.

Levado ao poder pela coalizão internacional no fim de 2001, Hamid Karzai, eleito em 2004, é o favorito à presidência, mas seu ex-chanceler Abdullah Abdullah pode, segundo analistas, forçar a realização de um segundo turno.

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