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Ataques na Síria deixam pelo menos 217 mortos em Homs

Ataques na Síria deixam pelo menos 217 mortos em Homs

Atualizado: Sábado, 4 Fevereiro de 2012 as 7

AFP

Houve confronto entre exército e grupos de desertores. Conselho de Segurança vota projeto de resolução hoje

Ao menos 217 opositores morreram na noite desta sexta para sábado em Homs por tiros de morteiro, e outros 20 foram mortos no restante do país enquanto protestavam contra o regime, afirmou o opositor Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH, com sede no Reino Unido). Morreram cerca de 138 pessoas, entre elas mulheres e crianças, no bairro de Al-Khalidiya e mais 79 em outros distritos, segundo o comunicado, que pede que o "povo sírio de todas as regiões saia às ruas das cidades e povoados e se levantem contra o regime que, neste momento, comete um verdadeiro massacre em Homs". Leia também: Para atrair Rússia, projeto da ONU retira menção à renúncia de Assad

Imagens dos canais de televisão Al-Jazeera e Al-Arabiya mostraram dezenas de corpos nas ruas de Homs, na noite desta sexta-feira (3). A Al-Jazeera citou, por sua vez, "fortes confrontos" na cidade de Homs, entre o exército e grupos de desertores. O diretor do OSDH, Rami Abderrahman, declarou à AFP que não tinha informações sobre isso. Segundo ele, o exército sírio também teria disparado nas regiões de Al-Zabadani e Al-Ghouta. "É um verdadeiro massacre", disse Abderrahman, que pediu "intervenção imediata" da Liga Árabe.

Votação da ONU

Milhares de sírios protestaram em todo o país, particularmente em Damasco, para lembrar o 30º aniversário do massacre de Hama, onde as forças do regime de Bashar al Assad dispararam, como em outros lugares, para dispersar os manifestantes. Os 15 países-membros do Conselho de Segurança da ONU se reunirão neste sábado para votar um projeto de resolução que condena a repressão na Síria, informou um diplomata nesta sexta-feira (3).

Leia também: Conselho da ONU vive impasse enquanto violência aumenta na Síria

 

 

Em Edleb, rebeldes sírios erguem suas armas durante funeral de companheiro, cujo caixão está envolto na bandeira da revolução (02/2)

Foto: AP

 

"O mesmo texto será votado", disse o diplomata, em alusão ao que foi enviado às capitais na quinta-feira (2) para consideração e que faz concessões à Rússia com a esperança de conseguir sua aprovação. O projeto defende o apoio do Conselho de Segurança às decisões da Liga Árabe e não pede explicitamente que o governante Bashar al Assad deixe o poder, nem menciona um embargo de armas ou sanções.

Depois de 10 meses de violência na Síria, nos quais mais de 5.400 pessoas morreram, a comunidade internacional não consegue se unir para colocar fim à repressão. A Rússia, assim como a Índia, insistiu desde o começo das negociações que o Conselho não devia condicionar nenhum dos pontos de uma transição democrática na Síria exigindo a priori que Assad cedesse o poder. Até agora, a Rússia mostrou-se inflexível, e seu representante na ONU, Vitaly Churkin, ameaçou um veto russo caso o Conselho votasse um texto que considera "errôneo".


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