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Autoridades elevam para oito número de corpos encontrados no Costa Concordia

Autoridades elevam para oito número de corpos encontrados no Costa Concordia

Atualizado: Quarta-feira, 22 Fevereiro de 2012 as 6:14

iG São Paulo

Entre os oito corpos encontrados está o de uma menina de cinco anos; segundo autoridades identificação pode levar dias

Mergulhadores encontraram nesta quarta-feira mais oito corpos de vítimas do naufágio do navio Costa Concordia, que aconteceu no mês passado na Itália. Entre os corpos está o de uma menina de 5 anos, Dayana Arlotti. Inicialmente, as autoridades italianas informaram que quatro, e não oito, corpos tinham sido encontrados.

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Bombeiro acena depois de ter encontrado um corpo no navio Costa Concordia, naufragado na costa italiana

Foto: AP

 

A agência nacional de proteção civil italiana, que monitora a operação na ilha da costa toscana, disse que três dos corpos encontrados foram retirados poucas horas depois de terem sido encontrados por mergulhadores. Segundo a agência, os corpos pertenciam a uma mulher, uma menina e um homem. Devido à piora no tempo, os mergulhadores não conseguiram remover os outros cinco corpos imediatamente.

Os corpos foram transferidos a um hospital para identificação, e esse processo pode levar dias. Antes da descoberta desta quarta-feira, 15 pessoas estavam desaparecidas, e entre elas apenas uma criança, Dayana Arlotti. A menina estava no cruzeiro com seu pai e a madrasta, que sobreviveu. Seu pai está entre os desaparecidos e presumidamente mortos.

O pai de Dayana, Williams, tinha um histórico de problemas de saúde, e, segundo a família, viajou para comemorar uma nova fase em sua vida, pois tinha recebido um transplante de rim e pâncreas. Algumas testemunhas afirmaram à imprensa italiana que a última vez que foi visto, Williams tinha voltado à cabine para buscar seus remédios.

Todos os corops encontrados por mergulhadores nesta quarta-feira estavam em uma parte do navio conhecida como Ponte 4. O navio, que levava mais de 4,2 mil a bordo, bateu em uma rocha e tombou no dia 13 de janeiro perto da ilha de Giglio, na região da Toscana.

O capitão do Costa Concordia, Francesco Schettino, foi detido um dia depois do acidente. Ele é acusado de homicídio culposo múltiplo (sem intenção de matar), naufrágio e abandono do navio, crimes pelos quais pode ser condenado a até 15 anos de prisão. O capitão nega as acusações.

O responsável pela Defesa Civil italiana, Franco Gabrielli, estimou no início de fevereiro que serão necessários de sete a dez meses para retirar o Costa Concordia do local onde naufragou.

Gabrielli explicou que levará dois meses para avaliar o que fazer com o cruzeiro, se será possível desmanchá-lo em frente à ilha de Giglio ou rebocá-lo inteiro para local mais seguro. Depois dessa análise, trabalha-se com a estimativa de sete a dez meses para a operação de retirada.

No momento são realizadas operações para remover os 500 mil galões de combustível do navio. A empresa especialista Smit, da Holanda, está subervisionando a operação, junto a outro parceiro italiano.

Com AP e BBC


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