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Bomba no sul do Afeganistão mata 21 civis a caminho de casamento

Bomba no sul do Afeganistão mata 21 civis a caminho de casamento

Atualizado: Quinta-feira, 6 Agosto de 2009 as 12

Uma bomba deixada à margem de uma estrada explodiu um trailer que levava pessoas para um casamento no sul do Afeganistão, matando 21 civis em um dos mais violentos ataques no país nas últimas semanas, disseram autoridades afegãs nesta quinta-feira (6).

O ataque, que aconteceu na quarta-feira mas foi noticiado apenas nesta quinta-feira, faz parte de uma onda de violência duas semanas antes da eleição presidencial do país.

O general Sher Mohammad Zazai, comandante de uma unidade militar afegã na província de Helmand, disse que a explosão aconteceu em Garmsir, um distrito onde os marines dos Estados Unidos lançaram a maior operação na guerra do mês passado com militantes do Talibã.

''Isso é trabalho dos inimigos na nação, isso é trabalho dos inimigos da paz, é trabalho do Talibã'', disse Zazai. No dia 20 deste mês, o país escolherá seu novo presidente.

Assadullah Sherzad, chefe de polícia de Helmand, disse por telefone que entre os mortos estavam mulheres e crianças que seguiam para o casamento em um trailer puxado por um trator.

Os ministérios da Defesa e do Interior confirmaram o ataque e o número de mortos. Segundo as autoridades, outros cinco civis ficaram feridos.

Uma outra bomba deixada à margem de uma estrada explodiu perto de um veículo policial em outra parte de Helmand, matando cinco policiais e ferindo outros três, disse o Ministério do Interior em comunicado.

Os Estados Unidos e seus aliados dizem que proteger os afegãos é agora a maior prioridade, e o novo comandante americano na região impôs regras restringindo ataques aéreos. O Talibã liberou um código de conduta em que se comprometeu a diminuir ataques a civis e conter os ataques suicidas.

A violência este ano no Afeganistão atingiu seu pior nível desde que as forças lideradas pelos EUA derrubaram o Taliban em 2001. Mais de mil civis foram mortos entre janeiro e junho desse ano, ante 818 no mesmo período do ano passado, de acordo com dados da ONU.

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