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Caso da quadrilha que vendia gordura humana no Peru pode ser fraude

Caso da quadrilha que vendia gordura humana no Peru pode ser fraude

Atualizado: Quarta-feira, 2 Dezembro de 2009 as 12

O chefe da Direção de Criminalística da Polícia do Peru, general Eusebio Félix Murga, foi afastado do cargo na terça-feira (1) suspeito de ter forjado o caso da quadrilha que venderia gordura humana para quadrilhas internacionais para fins cosméticos.

O diretor-geral da Polícia Nacional, Miguel Hidalgo, disse que foi aberta uma ''investigação sumária'' para apurar se a quadrilha existe mesmo.

Hidalgo afirmou que a investigação começou depois que apareceram na imprensa versões que contradizem a inicial.

Há mais de uma semana, Félix anunciou a captura de uma suposta quadrilha que matava pessoas com a finalidade de extrair sua gordura corporal para vendê-la no exterior, onde seria usada na indústria cosmética. Ela seria vendida por US$ 15 mil o litro.

Agora, a polícia suspeita que a história tenha sido forjada para acobertar o fato de que Félix não conseguiria elucidar outros crimes que investigava.

À época, autoridades da área da saúde haviam expressado dúvida sobre um possível mercado negro de gordura humana, embora ela tenha aplicações cosméticas. A professora de dermatologia da Universidade de Yale Lisa Donofrio especula que um pequeno mercado posssa existir para manter a flexibilidade da pele, mas disse que cientificamente esse tratamento é desacreditado.

Adam Katz, professor de cirurgia plástica da escola de medicina da Universidade de Virgínia, foi incrédulo quanto ao caso. ''Não vejo o porquê de existir um mercado negro de gordura humana. Não faz o menor sentido, pois na maioria dos países é possível encontrar gordura de maneira simples e muitas pessoas doam''.

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