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Cerimônia em Nova York tem polêmica por serviço religioso

Cerimônia em Nova York tem polêmica por serviço religioso

Atualizado: Domingo, 11 Setembro de 2011 as 10:35

Embora seja o 10º aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001, Nova York vai homenagear as vítimas pela décima primeira vez. A primeira cerimônia aconteceu seis meses após os ataques. Depois disso, elas se repetiram a cada ano.

Durante esses dez anos houve polêmicas na organização da cerimônia. E neste domingo não será diferente. Em entrevista a um canal de televisão, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, respondeu às críticas de que a programação da cerimônia não inclui um serviço religioso.

Prefeito de Nova York, Michael Bloomberg (Foto: Stephen Chernin / AFP)  

Michael Bloomberg explicou que é um momento dedicado à reunião das famílias das vítimas e que a escolha de um representante religioso poderia desagradar quem não fosse seguidor. "Essas famílias se sentiriam fora das homenagens. Quem quiser, pode seguir depois da cerimônia para o seu serviço religioso", disse.

Na cerimônia também não haverá espaço para discursos políticos. Segundo o prefeito, isso vai impedir que o encontro se transforme em momento para a campanha eleitoral que já está em andamento nos Estados Unidos, embora a eleição seja no ano que vem.

saiba mais Bush, Michelle e Obama prestam homenagem às vítimas dos ataques Veja homenagens às vítimas do 11 de Setembro pelo mundo EUA prestam homenagens a vítimas nos dez anos do 11 de Setembro A cerimônia deste domingo começa às 9h40, pelo horário de Brasilia, e termina às 14h. Neste ano haverá mais dois toques de silêncio, além dos quatro que costumavam acontecer para lembrar o momento exato dos choques dos aviões e da hora em que as torres gêmeas desabaram.

Os outros dois são para homenagear as vítimas dos atentados ao Pentágono, em Washington, onde morreram 184 pessoas sem contar com os 5 sequestradores e a queda do avião na Pensilvânia. Lá foram 44 mortes (contando com os sequestradores). O minuto de silêncio será feito com o toque de um sino prateado, enquanto um telão vai mostrar o que está sendo lembrado naquele momento.

Em Nova York foram 2753 mortes em consequência dos ataques. Entre os mortos está o nome de Leon Heyward que trabalhava na torre sul e ajudou nos trabalhos de resgates. Ele saía do Metrô no momento em que a torre sul foi atingida. Leon morreu de câncer em 2009. Além dele mais duas outras pessoas foram incluídas na lista - a advogada Felicia Dunn-Jones e o contador Jerry Borg (os dois morreram de sarcoidose pulmonar - uma grave infecção).

Na cerimônia estão previstas as presenças do presidente Barack Obama e do ex-presidente George W. Bush, que comandava o país na época dos ataques terroristas. Depois de Nova York, Obama ainda vai participar de cerimônias em Washington e na Pensilvânia.

Durante a cerimônia em Nova York, haverá a leitura dos nomes das vítimas dos ataques na presença de representantes das famílias. Além de parentes, a leitura será feita por personalidades americanas.

De acordo com os organizadores, 20 mil pessoas participarão do evento. Por causa do esquema de segurança em torno do presidente americano, quem entrar na área não poderá sair enquanto Barack Obama estiver presente.

Neste domingo também será inaugurado um Memorial cercado de árvores no local onde ficavam as torres gêmeas. Nesse memorial haverá duas piscinas quadradas com água corrente nas paredes, que nunca ficarão cheias. Isso para representar a falta das torres e das pessoas que morreram nos atentados. Nas paredes estão os nomes das vítimas dos ataques do WTC, entre elas de três brasileiros. Apesar da inauguração ser amanhã ele só será aberto ao público na segunda-feira. O projeto feito com a intenção de servir como um local de reflexão e aproximação de pessoas terá ainda um museu, que será inaugurado no ano que vem.

Ainda ao lado do Memorial está sendo construído o World Trade Center Numero 1. Em principio ele ia se chamar Torre da Liberdade, mas desistiram da idéia. Terá 105 andares, um pouco mais baixo que a altura das torres, mas quando ficar pronto, em 2013, com 541 metros, será o mais alto de Nova York. Aqui é comum usar pés como medida e o prédio terá 1776 pés. 1776 é também o ano da independência dos Estados Unidos.     Fonte - Globo

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