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Chávez diz que oposição pode sabotar rede elétrica

Chávez diz que oposição pode sabotar rede elétrica

Atualizado: Segunda-feira, 22 Fevereiro de 2010 as 12

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, pediu neste domingo (21) que seus partidários e a polícia fiquem alertas para neutralizar eventuais planos da oposição para sabotar equipamentos da rede elétrica com o objetivo de agravar a crise do setor.

"Cuidado com as sabotagens" de uma oposição "esquálida" que tenta tirar proveito do mal-estar popular que geram com o objetivo final de "derrubar Chávez", afirmou o presidente venezuelano na cidade de Mérida (oeste).

Em rede nacional obrigatória de rádio e televisão, à qual recorreu para transmitir parte de seu programa dominical "Alô Presidente", Chávez pediu a ativação da "inteligência civil, popular, policial e militar para agarrar os responsáveis" por essa sabotagem, expressa principalmente na destruição de cabos, explicou.

No caso de um colapso elétrico na Venezuela, "não é Chávez que vai cair. Preparem-se, burgueses, porque os senhores são os vão cair!", exclamou. 

No início do mês, Chávez decretou emergência no país, devido à severa crise no fornecimento de energia elétrica. Segundo o presidente, a represa de Guri, no sul do país, que gera 70% da energia venezuelana, "baixa todos os dias" e a situação chega a níveis críticos. 

Efeitos da seca

Segundo Chávez, o alerta deve ser complementado com ações que minimizem os efeitos da crise elétrica atribuída a uma seca que prosseguiria pelo resto do ano. Entre essas ações complementares, destacou iniciativas de seu governo de ampliar e diversificar a capacidade de geração elétrica do país e assinou neste domingo um anunciado decreto que cria um fundo elétrico com um investimento estatal "que se aproxima dos US$ 2 bilhões".

Chávez incluiu no plano de sabotagem opositor uma estratégia "bem executada" de terrorismo midiático com permanentes entrevistas com analistas que geram mal-estar e angústia ao afirmar que a usina hidroelétrica de Guri, a principal das quatro do caudaloso rio Caroní, vai parar suas turbinas nos próximos dias.

"Faltam 130 dias" para que a água da represa de El Guri alcance "o nível crítico" para o funcionamento do primeiro dos dois conjuntos de turbinas, argumentou o presidente da Venezuela.Segundo Chávez, os planos governamentais deste ano apontam para a geração de cinco mil megawatts em usinas termoelétricas e apenas 386 em hidroelétricas.

Chávez inaugurou neste domingo em Mérida uma usina termoelétrica com capacidade de gerar 11 dos 200 megawatts que a cidade consome e deu como inaugurada 30 usinas similares em outras regiões. O presidente da Venezuela encerrou seu discurso afirmando que a oposição "está em campanha para instigar o desperdício" de energia elétrica por meio da internet e disse que isso é evidente "entre os ricos".

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