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Chávez diz que socialismo cubano vive uma "renovação"

Chávez diz que socialismo cubano vive uma "renovação"

Atualizado: Sexta-feira, 22 Abril de 2011 as 4:32

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, descartou o fracasso do modelo socialista cubano e disse que este entrou em um momento de "renovação" que será consolidado com as reformas aprovadas nesta semana pelo Partido Comunista.

Em declarações por telefone por volta da meia-noite a uma emissora estatal de seu país, Chávez declarou que o modelo socialista da ilha "não fracassou, nem fracassará; é tudo parte um processo que está apenas começando, uma nova etapa, como classificou Raúl [Castro, presidente cubano], uma renovação, uma atualização do modelo".

Na Venezuela, acrescentou Chávez, "nunca copiamos e nem jamais copiaremos o modelo cubano". Apesar disso, "já têm gente dizendo que a Venezuela e Chávez estão copiando o modelo cubano e perguntam o que vamos fazer na hora em que nos dermos conta de que tudo fracassou", disse o governante venezuelano criticando os opositores.

Entre as reformas aprovadas em Cuba destaca um programa para dar maior espaço ao setor privado, reduzir os subsídios, reativar o aparelho produtivo, promover o investimento estrangeiro e dar maior autonomia as empresas e territórios.

Na cerimônia de encerramento do 6º Congresso do Partido Comunista de Cuba, na terça-feira passada, foi lida uma carta enviada ao evento por Chávez na qual ele ressaltava que "o socialismo é a única via para a salvação da humanidade".

No documento, acrescentou que "as nações irmãs devem triunfar pelo caminho da revolução e não por outro, para conquistar as verdadeiras pátrias, cujos exemplos estão à mostra em Cuba e Venezuela com o apoio de um povo que lutou e demonstrou o valor necessário para alcançar seu destino".

Sobre seu próprio modelo socialista, o governante venezuelano afirmou na quinta-feira à noite que deve se fortalecer para enfrentar "ameaças".

"Nosso caminho é o caminho da paz viva. Devemos garanti-lo e enfrentar as ameaças de alguns setores da direita que desejam uma intervenção militar estrangeira no país", como ocorre na Líbia, sustentou.

Ele reiterou que os setores opositores a sua gestão têm planos de desconhecer sua vitória nas eleições gerais de dezembro de 2012, algo que dá como certo.

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