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Chega a 117 número de mortos em choques étnicos no Quirguistão

Chega a 117 número de mortos em choques étnicos no Quirguistão

Atualizado: Segunda-feira, 14 Junho de 2010 as 9:46

Chega a 117 o número de mortos nos confrontos entre quirguizes e uzbeques nas regiões de Osh e Jalal-Abad, no sul do Quirguistão, enquanto o de feridos é de quase 1.500, informou nesta segunda-feira (14) o Ministério da Saúde dessa antiga república soviética.

Segundo os últimos dados, 1.485 pessoas solicitaram assistência médica, das quais 779 foram hospitalizadas e 602 receberam tratamento ambulatorial, informou a agência ''AKIpress''.

O conflito é o pior de duas décadas no país da Ásia Central. O governo interino do Quirguistão, república ex-soviética que mantém bases militares russas e americanas, ordenou no sábado às forças de segurança que 'atirem para matar'. Na sexta-feira foi declarado estado de emergência em Osh e em outros distritos rurais.

''Seis policiais morreram por tiros e outros 17 ficaram feridos à bala no desempenho de suas obrigações de garantir o cumprimento do regime de estado de emergência na região de conflito nas duas regiões'', disse um porta-voz do Ministério do Interior quirguiz.

Além disso, indicou que um total de 847 cidadãos estrangeiros, entre eles 200 estudantes turcomenos, foram retirados das zonas em conflito, onde a situação continua tensa.

Kubatbek Baibolov, nomeado comandante da região de Jalal-Abad durante o estado de exceção, assinalou que as autoridades detiveram um suspeito de organizar e participar dos confrontos étnicos em Osh, de quem não revelou a identidade.

''Pode dizer que se trata de uma figura política conhecida. Neste momento já está prestando declaração e disse que também representantes de outros partidos políticos estão relacionados com as desordens'', declarou.

Acrescentou que segundo as declarações do detido, os choques étnicos foram organizados a fim de fazer fracassar o plebiscito constitucional previsto para o próximo dia 27 e para derrubar as autoridades provisórias que assumiram a direção do país após a destituição do presidente Kurbanbek Bakiev.

Por outra parte, um representante uzbeque informou que os líderes das comunidades uzbeque e quirguiz estão reunidos com Baibolov a fim de reconciliar as partes e pôr fim ao conflito, segundo informou a agência russa ''Interfax''.

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