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China mobiliza forças de segurança na Mongólia Interior contra protestos

China mobiliza forças de segurança na Mongólia Interior contra protestos

Atualizado: Segunda-feira, 30 Maio de 2011 as 5

As autoridades chinesas mobilizaram nesta segunda-feira (30) um grande aparato de segurança na região da Mongólia Interior (norte) para impedir que sejam realizadas manifestações da minoria étnica mongol.

Os membros desta minoria, que afirmam ser vítimas de uma repressão política e cultural similar à que afeta os tibetanos, convocaram manifestações, em um contexto de grande tensão com as autoridades, pertencentes em sua maioria à etnia han, predominante na China .

Na semana passada os mongóis realizaram manifestações de uma magnitude sem precedentes para exigir respeito aos seus direitos nesta região autônoma, de acordo com o Centro de Informação para os Direitos Humanos da Mongólia do Sul, uma organização com sede nos Estados Unidos.

Paramilitares chineses reprimem passeata de mongóis nesta sexta-feira (27) em Shuluun Huh; a imagem foi divulgada por uma entidade local de defesa dos direitos humanos (Foto: AP)

  Nesta segunda-feira o acesso estava proibido a universidades e espaços públicos ao ar livre em várias cidades, devido ao temor por parte de Pequim de um movimento de protesto como o que agitou durante os últimos meses o mundo árabe.

"A situação aqui atualmente é delicada", declarou à France Presse um policial mobilizado diante de uma escola de Xilinhot, sede das autoridades da região.

Segundo dois moradores, alguns alunos desta escola, aos quais a AFP foi impedida de ter acesso, participaram das recentes manifestações.

As manifestações dos mongóis começaram na segunda-feira, 23 de maio, em vários lugares da região. Elas foram realizadas em protesto pela morte, no dia 10 de maio, de um pastor atropelado por um veículo conduzido por um han, etnia dominante na China.

A revolta foi desencadeada quando esse pastor, junto com outros, tentava bloquear um comboio de caminhões que transportava carvão para a região de Xilingol, onde a atividade mineradora provoca o êxodo dos pastores mongóis, por destruir seus campos, segundo a ONG.

Na sexta-feira, 300 policiais antidistúrbios entraram em confronto com centenas de manifestantes, estudantes e pastores, no distrito de Shuluun Huh.

Na capital regional, Hohhot, a polícia também estava presente em locais estratégicos. As principais universidades mantiveram suas portas fechadas.        

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