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Cientistas descobrem mais de 200 animais e plantas na Ásia em 2010

Cientistas descobrem mais de 200 animais e plantas na Ásia em 2010

Atualizado: Segunda-feira, 12 Dezembro de 2011 as 4:08

Levantamento divulgado nesta segunda-feira (12) pela organização ambiental WWF aponta que no ano passado cientistas descobriram 207 espécies de plantas e animais na região do Grande Mekong, rio que corta seis países do Sudeste Asiático como o Camboja, a China, Laos, Miannmar, Tailândia e Vietnã.

De acordo com o documento, entre 1997 e 2009 cientistas encontraram 1.376 novas espécies na região. Apenas em 2010 foram 145 plantas, 28 répteis, 25 peixes, sete anfíbios, dois mamíferos e uma ave.

Descobertas

Entre os animais encontrados está o lagarto-gecko-psicodélico ( Cnemaspis psychedelica ), encontrado em uma província do Vietnã. Sua diversidade de cores inspirou o nome da espécie endêmica de uma das ilhas do Grande Mekong, com densa cobertura florestal.

Lagarto-gecko-psicodélico encontrado na região do Grande Mekong, no Sudeste Asiático. (Foto: L. Lee Grismer/WWF/Reuters) Outras espécies que foram encontradas são um macaco endêmico de Mianmar ( Rhinopithecus strykeri ) e um lagarto que se reproduz por meio de auto-clonagem, sem a necessidade de um réptil macho ( Leiolepis ngovantrii )

Espécie de lagarto (Leiolepis ngovantrii) que se clona e descarta a reprodução com exemplares machos. (Foto: L. Lee Grismer/WWF/Reuters) Segundo o relatório, esta taxa de descoberta mostra que a região é uma das últimas fronteiras que abriga espécies desconhecidas no planeta. Entretanto, enquanto o encontro de novos exemplares de aves, mamíferos ou plantas destaca a biodiversidade da região, outras espécies estão fragilizadas devido à pressão do homem.

O WWF afirma que a população de animais como o tigre ( Panthera tigris ) caiu 70% em uma década e a extinção do rinoceronte-de-Java ( Rhinoceros sondaicus ) no Vietnã, em 2010, “são urgentes lembretes de que a biodiversidade está se perdendo em um ritmo alarmante.

Por isso, a instituição cobra ações conjuntas destes países para evitar a perda dos habitats. “As nações não podem resolver efetivamente estes problemas pensando apenas dentro de suas próprias fronteiras”, informa o documento.        

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