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Clegg diz que conservadores têm prioridade para formar governo no Reino Unido

Clegg diz que conservadores têm prioridade para formar governo no Reino Unido

Atualizado: Sexta-feira, 7 Maio de 2010 as 10:28

O líder do Partido Liberal-Democrata do Reino Unido, Nick Clegg, disse nesta sexta-feira (7) que o Partido Conservador, vencedor das eleições parlamentares desta quinta-feira (6) - mas sem maioria absoluta - tem prioridade para tentar formar o novo governo.

Clegg, que pode trabalhar como ''fiel da balança'' ao formar alianças com um dos partidos, defendeu o direito dos conservadores de buscarem o governo.

''Eu disse que o partido que conseguisse mais votos e mais cadeiras, no caso de não obter maioria absoluta, teria o direito de buscar primeiro o governo, seja por conta própria ou procurando os outros partidos. E eu continuo com este ponto de vista. Parece nesta manhã é o Partido Conservador que tem mais votos e mais cadeiras, apesar de não ter maioria absoluta''.

Com 632 dos 650 distritos apurados, os conservadores têm 298 assentos no Parlamento, contra 253 dos trabalhistas e 54 dos liberais-democratas. Nenhum dos partidos conseguirá obter a maioria absoluta, de 326 assentos.

Pela tradição política britânica, o primeiro-ministro, atualmente o trabalhista Gordon Brown, tem prioridade para negociar a formação de um novo governo. No sistema político do país, são os parlamentares que nomeiam o primeiro-ministro. Por isso, em uma câmara sem maioria absoluta, será necessário negociar uma ''junção'' de assentos até que se atinja o número necessário de 326 cadeiras.

Para David Cameron, líder do Partido Conservador, não há dúvidas de que o Partido Trabalhista deve deixar o poder.

''O que fica claro a partir destes resultados é que nosso país quer a mudança''.

Brown preferiu não declarar publicamente o que fará, disse apenas que vai governar de forma a garantir a estabilidade do país.

''Meu dever com o país que sai destas eleições é desempenhar um papel para que o Reino Unido tenha um governo forte, estável e de princípios''.

No entanto, vários ministros trabalhistas já citaram a possibilidade de uma coalizão com os liberais-democratas. O ministro do Comércio e número dois do governo, Peter Madelson, foi um deles.

''Em princípio, não vejo nenhum problema em tentar dar a esse país um governo forte e estável. As regras prevêem que se houver um 'hung parliament', não é o partido com o maior número de assentos que terá prioridade, mas aquele que estiver no poder''.

De acordo com as últimas pesquisas, ainda que os trabalhistas obtenham o apoio dos liberais-democratas, faltarão cerca de dez assentos para que obtenham maioria absoluta. Essa diferença terá que ser ''garimpada'' entre os partidos menores, como o Verde ou o Partido Escocês.

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