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Colonos israelenses já construíram 350 casas desde o fim da moratória

Colonos israelenses já construíram 350 casas desde o fim da moratória

Atualizado: Quarta-feira, 6 Outubro de 2010 as 10:07

Desde que a paralisação das construções em assentamentos na Cisjordânia decretada por Israel acabou, em 26 de setembro, já foram construídas 350 casas em colônias judaicas, informa uma pesquisa do jornal israelense Haaretz divulgada nesta quarta-feira, 6.

Nos últimos dez dias, as colônias "fizeram grandes esforços para lançar uma campanha em massa de construção", detalha uma fonte ouvida pelo jornal. Ela acrescenta que o Conselho de Colonos Yesha expressou satisfação com o ritmo dos trabalhos.

O fim da moratória deixou estagnadas as conversas de paz entre israelenses e palestinos, cujos líderes tinham previsto novo encontro a cada duas semanas. A pauta não está sendo cumprida desde que chegou ao fim a interrupção da construção declarada por Israel por um prazo de dez meses.

Apesar da pressão internacional e dos pedidos nesse sentido dos EUA, da União Europeia e da Organização das Nações Unidas (ONU), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, negou-se a renovar à moratória.

Por sua vez, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, mantém firme a postura de não retomar o diálogo de paz enquanto esta não for prorrogada.

Segundo o jornal israelense, na colônia de Kedumin, 56 imóveis estão sendo construídos, enquanto em Ariel - no coração da Cisjordânia ocupada - a terra está sendo preparada para erguer mais 54 casas. Nos assentamentos de Karmei Tzur, Adam, Kiryat Arba e Nariya dezenas de casas estão sendo edificadas.

Israelenses e palestinos continuam negociando separadamente com Washington para tentar desbloquear a situação e conseguir uma fórmula que permita avançar com o diálogo de paz, que ainda não foi declarado oficialmente quebrado.

Na próxima sexta-feira, Abbas apresentará sua posição diante do comitê de acompanhamento da Liga Árabe, que decidirá se dá o sinal verde para negociar enquanto Israel prosseguir a atividade colonizadora na Cisjordânia.     Postado por: Guilherme Pilão

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