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Combatentes do Taleban passam para as forças afegãs

Combatentes do Taleban passam para as forças afegãs

Atualizado: Terça-feira, 18 Janeiro de 2011 as 2:02

Cinquenta combatentes do Taleban entregaram suas armas hoje e passaram a fazer parte das forças pró-governo no norte do Afeganistão, local onde os militantes vêm expandindo lentamente sua presença. Também hoje, um soldado italiano foi morto durante um tiroteio no oeste do país, informou o Ministério da Defesa da Itália em comunicado divulgado pela televisão estatal.

Um outro soldado italiano ficou ferido no ombro durante um combate no distrito de Bala Murghab, província de Badghis, disse o ministro da Defesa, Ignazio La Russa.

O chefe de polícia da província de Kunduz, Abdul Rahman Sayedkhaili, disse que alguns grupos de 10 a 15 militantes têm mudado de lado nos últimos meses, mas que hoje 50 deles se juntaram às forças do governo. Os homens, do distrito de Iman Sahib, sofreram fortes pressões das forças afegãs e da coalizão militar, afirmou Sayedkhaili. O general Daood Daood, comandante regional da polícia afegã no norte do país, também confirmou a adesão dos ex-integrantes do Taleban.

No entanto, o porta-voz do grupo insurgente, Zabiullah Mujahid, disse não ter informações sobre qualquer movimento de troca de lado. Segundo ele, mesmo que esses homens tenham tomado tal atitude, a decisão pode ser temporária em razão do início do inverno ou ser parte de suas próprias táticas de guerra. Mujahid afirmou que mais de três mil combatentes do Taleban lutam no norte afegão, onde soldados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) dizem que alguns desertores são assassinados.

Não está claro se os 50 ex-combatentes do Taleban participarão do programa de reintegração do governo afegão, cujo objetivo é retirar combatentes insurgentes de baixa patente do campo de batalha. O programa oferece aos militantes emprego, educação, treinamento vocacional e programas de desenvolvimento nas vilas onde residem, contanto que renunciem à violência, honrem a Constituição afegã e rompam a ligação com a Al-Qaeda e outros grupos terroristas.    

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