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Combates entre tribos e insurgentes xiitas deixam ao menos 34 mortos no Iêmen

Combates entre tribos e insurgentes xiitas deixam ao menos 34 mortos no Iêmen

Atualizado: Quarta-feira, 21 Julho de 2010 as 10:49

Lutas entre rebeldes xiitas e uma tribo apoiada pelo Exército iemenita deixaram ao menos 34 pessoas no norte do Iêmen nos últimos três dias, informaram fontes do governo local.

A onda de violência chega após uma oferta do Qatar para retomar um acordo de paz de 2008 assinado entre o governo iemenita e os insurgentes do norte, algo que foi bem visto por ambos os lados envolvidos nos combates.

"Os confrontos entre os (insurgentes) huthis e os partidários do chefe tribal xeque Saghir Aziz acabaram com a morte de 20 pessoas da tribo e de 10 entre" os rebeldes, declarou uma fonte tribal.

Já o porta-voz da rebelião xiita, Mohamad Abdesalam, disse que seu grupo perdeu pelo menos 20 membros nos combates que, segundo ele, são travados entre o seu grupo e posições militares.

A trégua havia sido atingida em fevereiro para interromper a guerra vigente desde 2004 na região, mas a instabilidade do país ameaça o frágil acordo.

Abdesalam disse que o governo tem atacado os xiitas e deve cessar suas ofensivas para que haja paz no país. "O governo deve parar a agressão que causou e deve parar de incitar o conflito tribal", disse.

As autoridades acusam os insurgentes de tentar restabelecer uma monarquia que estava vigente nessa região até a revolução de 1962. Os rebeldes pertencem à seita Zaidi, uma das mais moderadas entre os xiitas, e reclamam de discriminação socioeconômica e religiosa.

O conflito armado entre os hutis e o regime iemenita teve início em 2004, e desde então houve enfrentamentos intermitentes entre os dois grupos, com alguns períodos de trégua. Ao menos 350 mil foram deslocados pelo conflito.

Os insurgentes aceitaram um cessar-fogo proposto pelo governo de Sana em 31 de janeiro passado, mas ainda assim foram registrados vários incidentes armados no norte iemenita.

Em várias ocasiões, o governo de Sana acusou os rebeldes de não cumprirem seus compromissos para abandonar os redutos situados em zonas montanhosas próximas à fronteira com a Arábia Saudita, que estão sob controle rebelde.

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