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Comissão de Zelaya rejeita nova proposta de governo interino em Honduras

Comissão de Zelaya rejeita nova proposta de governo interino em Honduras

Atualizado: Terça-feira, 20 Outubro de 2009 as 12

A comissão do governo deposto de Honduras rejeitou nesta segunda-feira (19) a nova proposta de acordo para o eventual retorno de Manuel Zelaya à Presidência do país, informa o enviado da Globo News Rafael Coimbra.

O porta-voz da comissão do governo deposto, Victor Meza, classificou como ?insultante? a sugestão da cúpula do governo interino de que a decisão sobre a volta de Zelaya à Presidência não seja tomada pela Suprema Corte de Justiça, como havia proposto o governo de fato, ou pelo Congresso, como sugeriu a comissão de Zelaya.

A decisão passaria a ser responsabilidade da própria comissão negociadora do governo interino, liderado por Roberto Micheletti. Os membros da comissão teriam, no entanto, que consultar e avaliar o parecer dos dois poderes do Estado antes de chegar a uma decisão final.

Meza declarou, após reunião com outros integrantes da comissão do governo, que o diálogo está ?obstruído?. ''Estão pedindo que reconheçamos que não houve golpe de Estado. Não voltaremos a nos reunir até que tenhamos uma proposta construtiva e séria'', disse o porta-voz.

Rádio volta ao ar

Nesta segunda-feira (19), o governo interino de Honduras abrandou as restrições aos protestos e à mídia oposicionista, enquanto prosseguiam pela terceira semana consecutiva, sem acordo, as negociações sobre a volta ao poder do presidente deposto, Manuel Zelaya.

A Rádio Globo voltou ao ar às 11h locais (15h de Brasília). Também foi fechada no último 28 a emissora de televisão ''Cholusat Sur Canal 36'', que continuava fora do ar.

O presidente interino do país, Roberto Micheletti, havia prometido suspender as medidas de emergência em 5 de outubro após duras críticas internacionais, mas o decreto foi revertido no diário oficial apenas nesta segunda.

O proprietário da rádio ''Globo'', Alejandro Villatoro, disse ao retomar as transmissões da emissora que hoje é ''um dia de alegria para o povo''. Segundo Villatoro, voltar ao ar é como ''reviver um morto'', porque a rádio ''tinha um status de morte''.

Zelaya, que foi obrigado por soldados a sair do país em 28 de junho, voltou clandestinamente a Honduras no mês passado e buscou refúgio na Embaixada do Brasil.

O líder interino do país, Roberto Micheletti, respondeu mobilizando soldados ao redor da embaixada, impondo restrições à liberdade de imprensa e proibindo grandes passeatas.

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