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Confrontos sectários matam ao menos 22 no Iêmen

Confrontos sectários matam ao menos 22 no Iêmen

Atualizado: Quinta-feira, 26 Janeiro de 2012 as 2:33

Pelo menos 22 pessoas foram mortas em confrontos entre rebeldes muçulmanos xiitas e combatentes de um grupo islâmico sunita em uma província sob o controle rebelde no norte doIêmen, disseram fontes tribais nesta quinta-feira (26).
Uma fonte próxima aos rebeldes xiitas, conhecidos como houthis, disse que combatentes de um grupo sunita, conhecido como salafitas, atacaram os rebeldes durante a noite em Hajja e na área de Kataf, na província de Saada, uma área que vem testemunhando lutas sectárias intensas nos últimos meses.

"Nós bloqueamos o ataque em menos de uma hora e 13 pessoas morreram em Hajja e nove em Kataf", disse a fonte houthi.
Os combatentes salafitas são seguidores de um credo sunita parecido com a escola wahabita do Islã da Arábia Saudita.
Os houthis, que tiraram seu nome de um líder tribal, combateram as forças do governo durante anos até que o levante contra o presidente Ali Abdullah Saleh, no ano passado, lhes deu rédea livre na província de Saada, que faz fronteira com o maior exportador de petróleo do mundo, a Arábia Saudita.


O reino, um importante aliado dos EUA, lutou brevemente com os houthis em Saada depois que eles invadiram território saudita em 2009.
A agitação política provocada pelo destino de Saleh enfraqueceu muito o controle do governo central sobre partes do Iêmen, permitindo que alguns grupos dominassem províncias inteiras, inclusive Saada.
"A província inteira (de Saada) é controlada pelos houthis, nós só temos que cuidar de uma parte", disse a chefe de operações para o Oriente Médio do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Beatrice Megevand-Roggo, em entrevista.

Saleh deixou Sanaa para se submeter a tratamento médico nos Estados Unidos no domingo, dizendo que voltaria ao Iêmen, que ficou paralisado pela maior parte de 2011 por protestos contra seus 33 anos de governo.
Apesar de sua ausência, muitos temem que ele e seus associados continuem mantendo o domínio sobre o empobrecido país.


Oficiais da força aérea iemenita entraram em greve pelo quinto dia na quinta-feira, exigindo a renúncia de seu comandante, Mohammed Saleh al-Ahmar, meio-irmão de Saleh.
Soldados que desertaram das forças de Saleh e se juntaram aos que pediam sua renúncia disseram que as forças do governo haviam sequestrado dois oficiais da força aérea na cidade costeira de Hudaida por apoiarem a greve.

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