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Congresso dos EUA aprova últimas mudanças de reforma na saúde

Congresso dos EUA aprova últimas mudanças de reforma na saúde

Atualizado: Sexta-feira, 26 Março de 2010 as 12

O Congresso dos Estados Unidos deu a aprovação final nesta quinta-feira, dia 25, a um pacote de emendas à reforma no sistema de saúde, o último passo do longo processo no legislativo, e o enviou ao presidente Barack Obama para promulgação.

A Câmara de Representantes aprovou o plano com 220 votos a favor e 207 contra. Antes, o Senado dera seu aval com 56 votos a favor e 43 contra.

A Câmara deu os últimos retoques na reforma por meio de um pacote para tornar o seguro à saúde mais acessível, aumentando os impostos sobre os ricos e fechando uma lacuna para a cobertura de prescrição de medicamentos para idosos.

As votações concluíram um ano de luta política para conquistar os votos dos legisladores, com direito à queda na popularidade do presidente e uma dura campanha para tentar reconquistar a maioria dos votos no Congresso em novembro.

'Batalha'

"Esta foi uma batalha legislativa que vai ficar na história", disse Harry Reid, líder da maioria democrata no Senado, antes da votação final.

Em evento no estado de Iowa, Obama afirmou que as tentativas de derrubar a lei iriam ter efeito contrário. "Se eles querem brigar, vamos brigar", disse ele.

A série de mudanças incluem a expansão de subsídios para tornar o seguro de saúde mais barato e também mais ajuda aos estados para promover o programa Medicaid para os pobres.

Também foi eliminado um acordo controverso que isentava o estado de Nebraska de pagar os custos do Medicaid, altera a legislação para "cobrir um buraco" na cobertura de remédios prescritos para idosos e adia uma taxa sobre os planos de alto custo.

Ameaças

Legisladores democratas que apoiaram a reforma tiveram de chamar a polícia e o FBI depois que membros da Casa dos Representantes receberam violentas ameaças de morte e mensagens obscenas.

O líder da maioria democrata na Câmara, Steny Hoyer, disse que mais de dez deputados democradas reportaram incidentes desde a votação de domingo, alguns descritos como "muito sérios", sem dar mais detalhes.

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