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Conselho de Segurança da ONU aprova nova rodada de sanções ao Irã

Conselho de Segurança da ONU aprova nova rodada de sanções ao Irã

Atualizado: Quarta-feira, 9 Junho de 2010 as 2:18

O Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta quarta-feira (9) a quarta rodada de sanções ao Irã para tentar conter seu seu programa nuclear.

A resolução proposta pelos EUA, de número 1.929, foi aprovada por 12 votos a 2, com 1 abstenção, do Líbano, conforme era esperado.

Os cinco membros permanentes do conselho, EUA, Rússia, China, França e Reino Unido, votaram a favor.

Brasil e Turquia votaram contra.

A embaixadora do Brasil na ONU, Maria Luiza Ribeiro Viotti, disse ao Conselho de Segurança que o país não acredita que as sanções sejam um ''instrumento efetivo'' no caso. (leia a íntegra da intervenção da brasileira)

Brasil e Turquia foram mediadores em um acordo fechado em 17 de maio, que previa enviar urânio iraniano para enriquecimento em território turco. O acordo foi rechaçado pelas potências, que o consideraram insuficiente.

O Irã rejeitou as sanções, afirmando que elas apenas complicam mais a situação. Uma importante autoridade nuclear do país afirmou que o enriquecimento de urânio para o programa nuclear continuará como antes, apesar das sanções.

As potências temem que o Irã use seu programa nuclear para fabricar armas, mas Teerã recusa as acusações.

Logo após a aprovação, as potências apressaram-se em reforçar que as sanções serão aplicadas, mas ressalvaram que o caminho da negociação continua aberto.

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que as sanções são uma resposta ''inequívoca'' a Teerã, mas que o caminho do diálogo ainda é possível.

A chancelaria da França, em comunicado, afirmou que, apesar das sanções, o caminho da negociação continua aberto para Teerã.

O texto retoma e amplia o campo de sanções já aprovadas por três vezes pelo Conselho, em dezembro de 2006, em março de 2007 e em março de 2008.

Também prevê que o Irã não poderá investir no exterior em algumas atividades sensíveis, como em minas de urânio, e que seus navios poderão ser inspecionados em alto-mar.

O projeto proíbe, também, a venda ao Irã de oito novos tipos de armamentos pesados, principalmente tanques.

É acompanhado de três anexos contendo listas de particulares, de entidades e bancos de nacionalidade iraniana que se somarão aos que já foram golpeados com sanções individuais - congelamento de bens e proibição de viajar ao exterior.

É citado um nome de um particular, Javad Rahiqi, chefe do Centro de Tecnologia Nuclear de Ispahan da Organização iraniana de Energia Atômica (AEOI), assim como mais 40 nomes de entidades e bancos.

Entre elas, 22 são consideradas associadas a atividades nucleares e balísticas do Irã, 15 são controladas por ou associadas à Guarda da Revolução Islâmica (IRGC) e 3 são controladas pela companhia marítima da República Iraniana (IRISL).

Alguns já demonstram dúvidas sobre a eficácia das novas punições. Destacam que as inspeções a navios iranianos em alto-mar são possíveis, mas não obrigatórias porque dependerão, entre outras questões, do pavilhão do navio.

Além disso, revelam, os oito tipos de armamentos pesados proibidos à venda ao Irã não incluem mísseis antiaéreos S-300 russos.

Na véspera, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse que a nova rodada de sanções da ONU contra o Irã é a ''mais significante'' que o país já enfrentou.

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