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Copenhague: Conferência vai produzir mesma quantidade de CO2 que país africano

Copenhague: Conferência vai produzir mesma quantidade de CO2 que país africano

Atualizado: Segunda-feira, 7 Dezembro de 2009 as 12

O objetivo da conferência é salvar o planeta, mas de acordo com pesquisadores a conta pela reunião de 12 dias vai sair por R$ 369 milhões e gerar a mesma quantidade de gases do efeito estufa produzida por um país africano no mesmo período.

De acordo com uma análise da Taxpayers Alliance os custos para a realização do evento são da ordem de R$ 369 milhões - R$ 17,89 milhões em voos, R$ 56 milhões em hotéis e R$ 9,37 milhões em alimentação.

A quantia também inclui os salários de delegados e a contribuição do governo dinamarquês, de R$ 105 milhões - a maior parte do dinheiro vem dos contribuintes.

A Organização das Nações Unidas disse que os aviões, os trens, os ônibus, a alimentação e a energia da conferência vão gerar pelo menos 41 mil toneladas de CO2 (dióxido de carbono) - o que representa mais gases do efeito estufa do que os produzidos por Maláui, Afeganistão ou Serre Leoa durante o mesmo período.

O governo dinamarquês diz que vai contrabalançar as emissões criadas pela conferência plantando árvores ou investindo em projetos verdes que que vão reduzir as emissões de carbono em outros lugares.

Matthew Sinclair, pesquisador da Taxpayer´s Alliance, diz que ''os políticos e burocratas que vão a Copenhague parecem achar que não vão chegar a acordo nenhum e sabem que mesmo que cheguem a algum, um público cada vez mais cético não vai aceitar mais políticas de mudanças climáticas cada vez mais caras''.

''Isso significa que uma grande quantidade de dinheiro vai ser gasta na conferência, e milhares de toneladas de dióxido de carbono emitidas para chegar lá, só para permitir uma boa foto aos delegados''.

Defensores dizem que os custos da conferência são uma gota no oceano em comparação com os benefícios da prevenção das mudanças climáticas. Mas céticos e muita gente que acredita nas mudanças climáticas dizem que as conversas podem causar mais mal do que bem.

Mais de 15 mil delegados e 45 mil ativistas ambientais devem passar pela capital dinamarquesa nas duas próximas semanas em um evento descrito pelo economista inglês Lorde Stern como ''o mais importante desde a Segunda Guerra Mundial''.

A eles vão se juntar pelo menos 5.000 jornalistas - 35 só da BBC - e cerca de cem líderes, incluindo Gordon Brown e Barack Obama.

Climatologistas dizem que são necessários cortes de 40% (em relação aos níveis de 1990) até 2020 para chegar a 80% até 2050.

Ao mesmo tempo, os países ocidentais terão que manter um fundo de R$ 284 bilhões por ano para ajudar os países em desenvolvimento a se protegerem de secas, elevação dos oceanos e enchentes, investir em energia eólica, em fábricas não poluentes e em energia solar, além de discutir como proteger o mundo da destruição de florestas tropicais.

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