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Coreia do Norte diz que exercício militar dos EUA ameaça paz na região

Coreia do Norte diz que exercício militar dos EUA ameaça paz na região

Atualizado: Quinta-feira, 22 Julho de 2010 as 10:30

A Coreia do Norte reagiu nesta quinta-feira ao anúncio dos exercícios militares entre Estados Unidos e Coreia do Sul e disse que impõem um "grave perigo" para a região. O regime comunista criticou ainda as novas sanções unilaterais anunciadas pelos EUA, que classificou de "hostis".

Tanto os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul no mar Amarelo, na disputada fronteira marítima entre as Coreias, quanto as sanções foram anunciadas durante visita da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, e do secretário de Defesa, Robert Gates.

Os anúncios foram tidos como um alerta americano contra os gestos tidos como provocativos de Pyongyang e uma punição pelo naufrágio do navio de guerra sul-coreano Cheonan, que matou 46 marinheiros e foi causado, segundo investigação, por um torpedo norte-coreano. A Coreia do Norte nega qualquer envolvimento e ameaça de guerra se for punida por isso.

As relações entre as duas Coreias deterioraram depois que Seul acusou Pyongyang do naufrágio. Os sul-coreanos e os americanos queriam uma condenação internacional, mas tiveram que ceder à pressão da China, principal aliada de Pyongyang, e se contentar com uma declaração pouco explícita contra o país no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).

O exercício militar conjunto de grande escala, marcado para começar em 25 de julho, é a primeira resposta militar desde o afundamento do navio sul-coreano.

"Essa medida não é somente uma grave ameaça à paz e à estabilidade na Península Coreana, mas também à região", disse Ri Tong-il, membro da delegação da Coreia do Norte no maior fórum de segurança da Ásia, a jornalistas.

A China, única aliada com poder da Coreia do Norte, também criticou fortemente os exercícios e lançou suas próprias manobras navais em sua costa leste.

SANÇÕES

As sanções americanas são destinadas a isolar ainda mais Pyongyang e convencer seus líderes a retomar as negociações de desnuclearização, abandonadas há quase dois anos. Os EUA também estão tentando prevenir futuros atos provocativos.

Apresentando os contornos das novas sanções, Hillary disse nesta quarta-feira que a Coreia do Norte poderia ganhar "a segurança e o respeito internacional que visa" parando com seu comportamento provocador e com as ameaças para os países vizinhos e retornando às negociações de desnuclearização.

Detalhes das sanções estão sendo finalizados, mas Hillary e outros oficiais americanos disseram que as medidas devem melhorar e expandir as sanções internacionais já existentes sobre viagens e transações financeiras.

Os EUA vão congelar mais ativos, ampliar a lista de indivíduos proibidos de viajar ao país e colaborar com os bancos para impedir transações suspeitas. O país quer ainda interromper o abuso norte-coreano dos privilégios diplomáticos, utilizados, segundo os americanos, para comércio ilegal de cigarros, falsificação de moeda e lavagem de dinheiro.

Gates disse que a visita tinha por objetivo "dar um sinal forte para a Coreia do Norte, à região e ao mundo que o nosso compromisso com a segurança da Coreia do Sul é firme'. "De fato, nossa aliança militar nunca foi tão forte e deve impedir qualquer potencial agressor".

Tanto Gates quanto Hillary observaram que, desde a Guerra das Coreias, o Sul tem se tornado uma grande potência econômica, enquanto o Norte estagnou sob isolamento internacional.

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