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Coreia do Sul pede retomada da diplomacia com o Norte

Coreia do Sul pede retomada da diplomacia com o Norte

Atualizado: Quarta-feira, 29 Dezembro de 2010 as 8:57

O presidente sul-coreano, Lee Myung-Bak, pediu a retomada das negociações do Grupo dos Seis sobre o programa nuclear da Coreia do Norte, após um ano de alta tensão na região. Segundo Lee, não há escolha a não ser tentar desmantelar o programa através da diplomacia.

As negociações do Grupo dos Seis envolvem Estados Unidos, Japão, China, Rússia e as duas Coreias e já ofereceram incentivos para que Norte desista de seu programa nuclear, chegando a fechar um reator de plutônio em 2007.

Mas as conversas foram suspensas em 2009, quando a Coreia do Norte expulsou os inspetores nucleares de seu território e passou a realizar novos testes nucleares. Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão já disseram anteriormente que as negociações não poderiam ser retomadas até que o Norte mostrasse sérias intenções de mudar.

Mas agora, após receber o relatório anual de seu Ministério do Exterior, o presidente sul-coreano disse que o tempo para acabar com a ameaça nuclear da Coreia do Norte está se esgotando, já que o país tem a meta de se tornar uma nação "grande, poderosa e próspera" até 2012.

Tensão

As declarações marcam uma mudança de tom em relação às posições mais duras adotadas pelo Sul após o suposto ataque norte-coreano contra o navio de guerra sul-coreano Cheonan, em março. O incidente deixou 46 marinheiros mortos.

No dia 23 de novembro, outro episódio elevou a tensão na região. O Norte disparou contra a ilha sul-coreana de Yeonbyeong, matando quatro pessoas, inclusive civis. Do outro lado, a Coreia do Norte e a China, seu principal aliado, criticam os exercícios militares conjuntos de grande escala realizados pelo Sul e pelos Estados Unidos. Mas a Coreia do Sul alega que o Norte também intensificou seus exercícios militares no último ano.

Aliados ocidentais dos sul-coreanos se irritaram com a descoberta de uma nova usina de enriquecimento de urânio na Coreia do Norte, mas o país defende que o objetivo da instalação é apenas gerar energia e que sua construção não teria sido necessária se os Estados Unidos tivessem cumprido a promessa de se responsabilizar por usinas deste tipo.

No domingo, foi anunciado para fevereiro um encontro entre os ministros da Defesa da Coreia do Sul e da China para conversas sobre a situação.

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