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Cristina encerra campanha na Argentina em clima de 'já ganhou'

Cristina encerra campanha na Argentina em clima de 'já ganhou'

Atualizado: Quinta-feira, 20 Outubro de 2011 as 10:10

A presidente Cristina Kirchner, candidata à reeleição, durante discurso; atrás,

o candidato a vice, Amado Boudou (Foto: Reuters)

  Cercada por centenas de militantes peronistas e em clima de “já ganhou”, a presidente argentina Cristina Kirchner nesta quarta-feira (19), a quatro dias das eleições em que é tida como favorita, a campanha pela reeleição no país.

“Queria agradecer a todos pela força nesse ano tão particular, que me tocou como presidente e como mulher”, disse, bastante aplaudida, numa referência à morte do marido e ex-presidente Néstor Kirchner, morto há um ano. “Obrigada a meus filhos, Florencia e Máximo. Sem eles, seria impossível seguir”, completou, a voz embargada.

Cristina subiu ao palco do Teatro Coliseo, o mesmo em que encerrou a campanha pelas primárias em que obteve mais de 50% dos votos, às 19h30 locais (20h30 de Brasília). Duas horas antes, dezenas de ônibus com militantes jovens, a chamada “juventude k”, que impulsionou a campanha, já tomavam o local, no centro de Buenos Aires.

Vendedores ambulantes comercializavam, a 40 pesos, camisetas e bandeiras com os rostos da presidente e do marido, ao lado de retratos de Juan e Evita Perón. No palco, além da presidente, foram chamados estudantes campões de olimpíadas científicas, atletas, operários e beneficiados de programas sociais do governo, todos personagens da inserções da campanha kirchnerista.

No único ato público da presidente após as primárias, ocorridas em agosto, houve empurra-empurra na fila de convidados. Parte da grade de proteção chegou a ser derrubada, mas não houve nenhum ferido grave. Fora do teatro, com capacidade para apenas 1,7 mil pessoas, um telão transmitia o discurso, também exibido pela TV pública argentina.

Discurso

Além de várias referências a Kirchner, ao longo do discurso de menos de uma hora, a presidente falou de economia, criticou a imprensa, fez um chamado aos sindicatos e citou a integração regional, todos temas-chave da campanha.

Citou uma pequena queda no desemprego para dizer que é preciso redobrar os esforços para enfrentar a crise financeira iniciada em 2008 e “que parece não ter fim”. “Pela primeira vez, podemos pensar em médio e longo prazo.”          

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