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Cruz Vermelha afirma que 70% dos edifícios de Porto Príncipe foram destruídos

Cruz Vermelha afirma que 70% dos edifícios de Porto Príncipe foram destruídos

Atualizado: Sexta-feira, 15 Janeiro de 2010 as 12

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) afirmou nesta sexta-feira, dia 15, que 70% dos edifícios na capital do Haiti, Porto Príncipe, ficaram destruídos por causa do terremoto de 7 graus na escala Richter que assolou o país caribenho na terça-feira.

"As possibilidades de encontrar mais sobreviventes continuam diminuindo. Em cerca de 15 áreas da cidade, os danos são muito graves, com pelo menos 70% dos edifícios destruídos", afirmou o organismo humanitário, em comunicado.

Depois de três dias do terremoto, a ajuda humanitária começou a chegar a Porto Príncipe, embora ainda seja insuficiente. Grande parte da população ainda vaga pelas ruas em busca de comida e água.

Aglomerações se formam nos lugares com a possibilidade de encontrar algo para beber. Diante da quase inexistência dos serviços públicos, da ainda insuficiente ajuda de outros países e da demora em conseguir alimento, as autoridades temem que as pessoas se revoltem e iniciem uma onda de violência.

Pela cidade, nas áreas descampadas e nas praças, as pessoas se concentram com medo de um novo terremoto. Tremores de pequena intensidade são sentidos a todo momento o que aumenta a sensação de medo.

Infecções e problemas sanitários após o terremoto devem causar milhares de mortes por pelo menos um ano entre os cerca de 3 milhões desabrigados no Haiti, disseram especialistas ouvidos pelo UOL Notícias. Estimativas iniciais do presidente do país caribenho apontam até 50 mil vítimas no desastre.

Saques

A situação no Haiti em termos de segurança é tensa, mas está sob controle, informou nesta sexta-feira um porta-voz da Agência de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) da ONU.

A distribuição de alimentos, por exemplo, tem sido prejudicada porque os armazéns de alimentos do Programa de Alimentação Mundial (PAM) - braço da ONU - em Porto Príncipe foram saqueados, segundo porta-voz das Nações Unidas. "Fomos saqueados. É preciso reabastecer nossos armazéns", informou Emilia Casella, acrescentando que situações como essa são previsíveis em situações de catástrofe.

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