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Dalai Lama pede ao Parlamento tibetano para se desligar do poder

Dalai Lama pede ao Parlamento tibetano para se desligar do poder

Atualizado: Segunda-feira, 14 Março de 2011 as 11:05

O líder espiritual tibetano, o Dalai Lama, pediu nesta segunda-feira (14) formalmente ao Parlamento do Tibete no exílio que adote reformas democráticas para nomear um representante eleito que permita ao líder renunciar a seu papel político.

“Nenhum sistema de governo pode assegurar estabilidade e progresso se depende de uma pessoa, sem apoio e participação do povo no processo político. O governo de uma só pessoa é anacrônico e indesejável”, disse o Dalai em sua mensagem enviada ao Parlamento.     O Parlamento tibetano no exílio, localizado na cidade de Dharamsala, na Índia, terá agora que deliberar sobre a mensagem na sessão desta segunda, informou o porta-voz do Dalai Lama, Tenzin Talkha.     O Dalai Lama anunciou na quinta-feira (10) que vai abrir mão do poder político. Ele informou que vai seguir sendo o líder espiritual, mas quer passar o poder político do governo do Tibete no exílio a um representante livremente eleito.

O Dalai fez o anúncio no aniversário de 52 anos do levante contra a China, no Tibete, que obrigou a ele e a milhares de tibetanos a viverem no exílio.

Na tradição religiosa tibetana, ao morrer o Dalai Lama reencarna numa criança - o atual é o 14º, numa tradição iniciada há mais de mil anos.

Com o Tibete ocupado pelos comunistas chineses, o Dalai tornou-se também um importante símbolo de resistência política. A China não reconhece o governo tibetano no exílio.    

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